segunda-feira, 25 de julho de 2016

BRINCAR É IMPORTANTE? POR QUÊ?




Confesso que até o presente, ou seja, até cursar a Disciplina de Ludicidade, nunca havia pensado da importância, relevância do ato de brincar durante à infância.
Revelo que em muitos momentos de minha vida me pego a pensar em minha infância, fecho os olhos e viajo no tempo..., e lembro como era bom, do quanto brincávamos e como éramos felizes naquele tempo. Pular corda, andar de bicicleta, brincar de esconde esconde, de casinha, tomar banho de rio, pular elástico, jogar taco..., e quando enjoávamos dessas brincadeiras sempre inventávamos uma brincadeira diferente, queríamos sempre mais.
 Hoje quando vejo nossas crianças horas em frente a computadores, smartfhones, vídeo-games....enfim todas essas novas tecnologias, dizendo que estão brincando, me dá uma imensa tristeza, pois, não sabem eles o que era brincar de verdade no meu tempo. Mas não os culpo, visto que, o mundo consumista, a correria do dia a dia, as mudanças do conceito família, a falta de tempo de seus pais, acabam fazendo com que estes supram todas essas “faltas” dos filhos, dando “tudo” o que eles pedem e desejam, ou seja, brinquedos modernos, caros, tecnológicos de última geração, tornando-os consumistas de brinquedos e não ensinando-os “como brincar”, não entendendo eles, que se tirassem 30 minutos apenas, de seu tempo para sentar, dar atenção e brincar um pouco com seu filho, valeria muito mais que toda a tecnologia do mundo, porque, ele vai crescer e este tempo nunca mais vai voltar, e as consequências podem ser irreversíveis.
Por isso brincar é importante por vários motivos....porque é bom, é gostoso e prazeroso, traz felicidade, além da criança aprender e desenvolver-se sob vários aspectos como: cognitivos, psicológicos, sociais, motores, etc....brincando, sem medo de errar, exercitando suas potencialidades, adquirindo conhecimentos e aprendendo a conviver e socializar o mundo a sua volta, seus limites, pois cada brincadeira traz um tipo de enriquecimento para a criança.

  “Quando brinca, a criança prepara-se a vida, pois é através de sua atividade lúdica que ela vai tendo contato com o mundo físico e social, bem como vai compreendendo como são e como funcionam as coisas.” Assim, destacamos que quando a criança brinca, parece mais madura, pois entra, mesmo que de forma simbólica, no mundo adulto que cada vez se abre para que ela lide com as diversas situações.” Zanluchi (2005, p. 89)  

Por isso acredito que o lúdico enquanto recurso pedagógico na aprendizagem deve ser encarado de uma forma séria, competente e responsável, e não uma forma de passa tempo como para muitos, ou perda de tempo, pois se usado de maneira correta, poderá oportunizar ao educador e ao educando importantes momentos de aprendizagens, trocas, experiências em múltiplos aspectos.
                    

Referências:


http://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-importancia-brincar-na-educacao-infantil.htm

terça-feira, 28 de junho de 2016

E SE O MUNDO FOSSE SURDO



O que você pensa se o mundo não falasse uma língua igual a tua? Se sentiria excluído se não tivesse acessibilidade?
Na verdade até o momento nunca havia pensado, ou melhor, até o começar a estudar a Disciplina nunca havia imaginado. Mas com certeza me sentiria excluída, porque, por mais, que a acessibilidade seja um tema que esta cada vez mais em pauta nas discussões políticas e sociais, tenho certeza que uma parcela (mínima) das pessoas nunca parou e imaginou como deve ser o dia a dia de um deficiente auditivo. 
Já parou para pensar nas dificuldades que um deficiente auditivo enfrenta todos os dias? Não conseguem algumas "coisas" que para nós ouvintes são tão simples e banais, como por exemplo, escutar a buzina de um carro quando atravessa uma rua, fazer a reclamação de algum serviço por telefone ou simplesmente falar ao telefone.
É preciso se colocar um pouquinho no lugar do outro e perceber as dificuldades para lutarmos por maior acessibilidade, para que proporcionemos melhores condições para juntos vivermos em um mundo melhor e mais justo.




quarta-feira, 15 de junho de 2016

SOU SURDA E NÃO SABIA

Ao assistir o filme "Sou surda e não sabia",  proposto na disciplina, a primeira coisa que percebo é que preconceito existe em qualquer lugar do mundo, contra quaisquer tipos de características: Sandrine conversa com uma amiga pelo celular, através de ligação em vídeo, e, ao redor, as pessoas observam e fazem caretas.
Uma das melhores discussões também se dá logo no início do filme: deficiente ou surdo?

"Quando falam deficiente auditivo é sobre alguém que ouve mal, ouve parcialmente(...) ou alguém que é surdo, mas não se atrevem a dizer 'surdo', e por isso dizem, de modo politicamente correto o eufemismo 'deficiente auditivo'?Pensem por 30 segundos:ser deficiente como identidade.Vocês(alunas) seriam 'deficientes masculinas' e eu(professor) 'deficiente feminino'(...). Imagina passar a vida sendo definido assim, porque a maioria enxerga vocês como termo de deficiência".

Sandrine é surda de nascença. Seus pais só perceberam e receberam o diagnóstico após alguns anos de vida. O relacionamento com a filha mudou de forma drástica. E o preconceito começava dentro de seu próprio lar. A própria Sandrine ainda não sabia de sua surdez.
E ao longo de todo o documentário, vamos aprendendo porque Sandrine não sabia ser surda, porque pensava estar magoando seus pais, porque o mundo sonoro causava angústia, quando aprendeu os sinais e outras discussões das quais participa de forma ativa atualmente.
Achei muito relevante e proveitoso o filme, onde pude aprimorar algumas questões sobre o assunto que ainda me é muito recente, pois vi, que é importante sabermos driblarmos preconceitos a partir da história real de Sandrine, que é necessário respeito às diferenças, e que o surdo se comunica e se relaciona, sem necessariamente usar a linguagem oral, e sim a linguagem de sinais.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

SEMANA DO BRINCAR

Não podia deixar de registrar a semana do dia 22 a 28 de maio que aconteceu a "Semana Mundial do Brincar", e como supervisora de uma Escola de Educação Infantil, eu e minha colega supervisora do turno da manhã propusemos aos professores um projeto para construção de brinquedos com os alunos  durante a semana, para ao final fazemos uma Grande Exposição do que foi criado durante essa semana. A proposta do trabalho foi além da integração, mostrar que o brincar é uma condição essencial para a criança e, claro, seja algo presente em suas vidas. Por meio do brincar, ela pode desenvolver capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação, entre tantas outras. Ao brincar, as crianças exploram e refletem sobre a realidade e a cultura na qual estão inseridas, interiorizando-as e, ao mesmo tempo, questionando as regras e papéis sociais.
 Foi uma semana muito alegre e divertida, onde ao final, acredito que alunos e professores além do trabalho, se divertiram muito, brincaram muito e deram asas a imaginação.


      


                                   

















domingo, 12 de junho de 2016

O LÚDICO NO PROCESSO ENSINO/APRRENDIZAGEM


Atualmente o desafio de prender a atenção do aluno que vive rodeado pela mídia e variedade de recursos tecnológicos, sem perder o foco, que é a aprendizagem, exige do professor uma profunda reflexão sobre sua prática.
Vive-se um contexto, onde o aluno não aceita mais aquela aula em que o professor fala e ele escuta.
Diante dessas e de outras  muitas dificuldades encontradas pelos professores em relação ao processo de ensino/aprendizagem em sala de aula, percebe-se que muitos têm procurado formas de aprimorar suas práticas pedagógicas, através de metodologias diferenciadas, que levem os alunos ao despertar e ao gosto pelas aulas. E como "suporte" a esta prática pedagógica (diferenciada), o 'lúdico' tem contribuído de várias maneiras no processo educativo, de forma alegre e dinâmica, como: nos jogos, brincadeiras, contação de histórias, cantigas de rodas, teatros de fantoches, etc.
A ludicidade no contexto da sala de aula, vai torná-la mais agradável, e isso proporciona às crianças a oportunidade de ser livre para criar e imaginar. Através das brincadeiras, o professor pode observar o desenvolvimento das crianças, pois o lúdico desenvolve nas crianças habilidades das mais variadas formas como: cognitivas, motoras, etc., facilitando a aprendizagem.
Na aula do dia 07 de junho, tivemos a oportunidade de vivenciar algumas experiências de jogos que brincávamos na infância, com algumas adaptações para jogarmos com nossos alunos, e como é incrível o resultado que produz as brincadeiras ao ser realizada com o grande grupo. Podemos nos colocar no lugar dos nossos alunos e sentir o que eles sentem em determinadas tarefas propostas, até porque muitas vezes o que parece uma simples brincadeira/jogo a ser realizado, não é tão fácil assim, pois exige muita concentração e atenção do aluno.
Então, uma "simples" aula, onde ofertamos aos nossos alunos um jogo/brincadeira, além de  divertida, atraente, descontraída....tem o intuito de desenvolver no aluno inúmeras habilidades: criatividade, aprendizagem, auto-estima, assimilação, inclusão, criatividade, personalidade, motoras,etc.



sábado, 28 de maio de 2016

VOZ AGRADÁVEL É VOZ SAUDÁVEL


Ao assistir ao filme sugerido pela disciplina "Minha voz, minha vida", fiquei muito tocada, pois, mesmo sabendo dos problemas que podemos vir a ter em decorrência da nossa profissão com a nossa voz, e por já ter presenciado colegas com problemas de voz por causa da profissão, ainda não tinha parado para pensar que precisamos sim cuidar da nossa voz. Porque ela é a nossa vida, em todos os sentidos, nosso meio de sobrevivência, de comunicação, de divertimento... enfim de tudo. E que as vezes uma pequena "afonia" mal cuidada pode se tornar um problema muito mais sério, onde às vezes o corre corre do dia a dia esquecemos de cuidar da nossa saúde, nosso bem mais precioso.
Desde o dia que assisti ao filme, mudei "totalmente" em sala de aula com meus alunos, pois,  como tenho o timbre de voz alta, sempre que queria silêncio bastava falar um pouco mais alto e pronto.Mas agora uso uma "sineta" quando quero silêncio, e não levanto mais o meu tom de voz. Eles no começo acharam engraçado, mas já estão se acostumando.
Portanto, quando nosso relógio biológico mostrar que alguma coisa não vai bem, vamos logo buscar ajuda, recurso, e não esperar dias, meses e até mesmo anos, como no filme, para procurar um médico, porque talvez  já seja tarde demais.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

VENCENDO BARREIRAS





Quem é surdo?Qual seu papel na sociedade?O que ele representa?O surdo é um sujeito cultural e linguístico com características particulares que o deixa exposto a múltiplas possibilidades, assim:

           "Ser surdo, nascer surdo, põe a pessoa numa situação extraordinária;deixa-a exposta a uma gama de possibilidades linguísticas e (...) a uma gama de possibilidades intelectuais e culturais que o resto de nós, como falantes naturais (...) mal podemos começar a imaginar."(SACKS, 1990, p.135)

As características particulares descritas acima são diretamente demonstradas pela importância da experiência visual e da língua de sinais.
O que é ser surdo?Ser surdo é um sujeito que pela ausência de audição possui uma experiência visual e é usuário da língua de sinais. A língua de sinais é um dos fatores que leva a construção da identidade, comunidade e cultura surda.Mas, além da língua de sinais, tem a questão também da experiência e da cultura visual, a questão do olhar.Assim a audição não é considerada como falta pelos surdos.
A educação de surdos é um assunto inquietante, principalmente pelas dificuldades que impõe e por suas limitações. As propostas educacionais direcionadas para o sujeito surdo têm como objetivo proporcionar o desenvolvimento pleno de suas capacidades; contudo, não é isso que se observa na prática. Diferentes práticas pedagógicas envolvendo os sujeitos surdos apresentam uma série de limitações, e esses sujeitos, ao final da escolarização básica, não são capazes de ler e escrever satisfatoriamente ou ter um domínio adequado dos conteúdos acadêmicos.
Por todos estes motivos acredito que nós educadores precisamos ser mais "preparados" para trabalharmos com este tipo de aluno, pois , quando nos deparamos com o problema só "suplicamos" por uma tradutora, mas e os outros problemas como ficam???