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segunda-feira, 28 de maio de 2018

CENTROS DE INTERESSE

De acordo com Bassan (1978, p.17), "os centros de interesse", são um processo de ensino que consiste agrupar à volta dum mesmo assunto que interessa à criança um conjunto de noções a aprender, de mecanismos a montar, de hábitos a adquirir, condição do perfeito desenvolvimento do ser no meio em que vive e ao qual ele se adapta. A técnica dos Centros de Interesse - ao mesmo tempo livre e orientada pelo educador, principalmente aplicada a aquisição de conhecimentos, serve também para a educação psicológica, ao despertar do sentido social e à formação moral".

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Decrloy e seus colaboradores sistematizaram algumas necessidades primordiais das crianças, conforme podemos observar no esquema acima:
A teoria deve vir acrescentar na prática do professor. Ela não sobreviveria em si mesma, pois em educação o refazer diário é uma constante para que haja aprendizado.
Dentro deste processo a cooperação e a autonomia fazem as oportunidades para o professor e os alunos aprenderem a produzir e não somente reproduzir.


Os centros de interesse quebram o protocolo, pois segundo Amato:

 "Centros de Interesse são agrupamentos de conteúdos e atividades educativas realizadas em torno de temas centrais de grande significação para a criança".

Os temas a serem trabalhados surgem da vida social, do lar, das problematizações, etc., oportunizando aprendizagens em mais de uma área. O aprendizado dá-se pela investigação, desestabilização, através das quais a criança constrói seu conceito mediante muitas intervenções (de colegas, professores, investigações grupais e individuais), capacitando-a para a resolução de problemas diários.

Características dos centros de interesse:

* Satisfazem interesses do educando, oportunizando-lhe situações de melhor integração ao seu meio;
* Estão relacionados a fatos de seu cotidiano;
* Criam situações para construções de aprendizagens básicas;
* Mobilizam para a realização de experiências concretas;
* Respeitam ritmo e possibilidades individuais, com propostas diferenciadas e específicas;
* Promovem a afetividade na escola;
* Despertam a curiosidades do aluno, estimulando descoberta, criatividade, participação e iniciativa;
* Facilitam o aluno na compreensão da importância de seu desempenho, perante a escola, família e sociedade;
* Promovem o despertar para o sentimento de respeito ao outro, à natureza com seus recursos e ao trabalho.

O trabalho do professor em centros de interesse, preserva seus espaços e tempos para estabelecer os interesses de seus alunos, produzir materiais e propostas integradas, organizando tarefas específicas, além de avaliá-los integral e continuamente.
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Referências:

BASSAN, Valdir José. Como interessar a criança na escola. Coimbra: Almedina, 1978.

CINEL, Nora Cecília Bocaccio. Centros de Interesse: estratégia utiliza Multidisciplinaridade para o desenvolvimento global. Revista do Professor, Porto Alegre, n. 78, ano 20, p. 32-36, abr./jun. 2004.

terça-feira, 1 de maio de 2018

A ESCOLA ESPACIAL






Em nosso primeiro encontro na interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação tivemos uma proposta criativa e motivadora que nos fez refletir e discutir sobra a instituição Escola.
A proposta foi de sermos convidadas por seres extraterrestres para criar uma escola no planeta deles.
Com intenção de remeter a Ágora (assembleia, lugar de reunião- um termo Grego que significa a reunião de qualquer natureza,geralmente empregada em Homero, como reunião geral de pessoas:espaço público, democrático de exercício da cidadania) que apresentamos nossa atividade em círculo.
Nosso grupo entende que para a instituição de uma escola neste novo planeta, é preciso conhecer as necessidades e os propósitos desse povo, chamá-los para dialogar. Assim estabelecer uma atuação dentro da participação inclusiva, onde a observação e o envolvimento estejam presentes para a concepção desta desta escola que ali se estabelecerá. Os conceitos estruturantes da escola que nosso grupo auxiliaria a construir partem de uma pratica que respeite as necessidades que possibilite novas aprendizagens, promovendo a colaboração mútua.






sábado, 21 de abril de 2018

COMÊNIO E A DIDÁTICA MAGNA

" A educação é necessário para todos" (Comênio)

O educador João Amós Comênio e a sua obra Didática Magna, é considerado um grande marco para o avanço da educação em sua época, com reflexos até os dias de hoje.
“Didática significa arte de ensinar.” Este é o grande e solene anúncio de Comênio na saudação que faz aos leitores em Didáctica Magna, um tratado da arte universal de ensinar tudo a todos. Como um pensador atento a seu tempo, reúne nesta obra sua proposta metodológica que as escolas deveriam seguir no processo de ensino e de aprendizagem. Trata-se de uma expressão e uma resposta aos desafios sociais e educacionais do século XVII, em que se vivia a passagem da Idade Média para a Idade Moderna.
O retorno a Comenius se tornou uma urgência a partir do momento em que constatamos a crise em que se encontra a didática atual.
Pensando no Brasil e na nossa realidade educacional. Recentemente universalizamos o acesso ao ensino fundamental, estender para a educação básica ainda não foi possível, assinamos a Declaração de Salamanca 3 , mas não implantamos de fato uma educação inclusiva. Nosso sistema educacional ainda não foi capaz de criar uma escola plenamente democrática, não só no acesso, mas também na qualidade da educação. Nos industrializamos rapidamente, superamos problemas econômicos que pareciam insolúveis, mas temos uma enorme dívida com a educação que vem de séculos e até agora – apesar de várias reformas – não foram equacionados. Por tudo isso e tantos outros problemas podemos verificar que se quer a proposta básica da Didática Magna foi ainda plenamente consolidada entre nós, ou seja, “a arte de ensinar tudo a todos”.
Mas o cerne da pedagogia de Comenius está configurado na expressão segundo a qual a educação nas escolas deve ser universal, ou seja, educação para todos, tal como apregoa hoje o governo.

 Ele diz:
“Cumpre-nos agora demonstrar que nas escolas é preciso ensinar tudo a todos. Isto não quer dizer que queiramos para todos um conhecimento (exato e profundo) de todas as ciências e artes: isso não seria útil em si mesmo nem possível a ninguém, tendo em vista a brevidade da vida.
(...) Em suma, como dos anos da infância e da primeira educação depende todo o resto da vida, se os espíritos não forem, desde o princípio, suficientemente preparados para as circunstâncias de toda a vida, não haverá mais nada a fazer. Assim como no útero materno se formam os membros igualmente para todos os homens, e em cada um se formam as mãos, os pés, a língua etc., ainda que nem todos venham a ser artífices, corredores, copistas, oradores, também na escola é preciso ensinar a todos todas as coisas que digam respeito ao homem, ainda que depois uma delas venha a ser mais útil a um, e outra ao outro”. (Op. cit., 100-101)

No seu tempo, Comenius reclamava que nenhuma escola havia atingido tal grau de perfeição, qual seja, o de promover o ensino para todos. Todavia, mesmo nos dias atuais isto ainda é uma utopia para muitos países, e assim ainda permanecerá por muito tempo, pois  alguns professores ainda resistem em colocar em prática está didática, não tendo o entendimento do cotidiano do seu aluno, não possuindo afetividade e um bom relacionamento, mantendo aulas expositivas cansativas que não desperta nenhum interesse no seu aluno, entre outros fatores.
Retornar a Comênio é progredir na educação e na didática!

REFERÊNCIAS

COMÊNIO, João Amós. Didática magna. 3 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

COMENIUS. (Tradução Ivone Castilho Benedetti). Didactica magna. São Paulo: Martins Fontes, 1977. 390 p.


terça-feira, 17 de abril de 2018

QUE MARCAS DA MINHA PRÁTICA PEDAGÓGICA GOSTARIA DE DEIXAR EM MEUS ALUNOS

A primeira atividade da Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação foi muito importante, pois após a leitura do texto proposto "O menininho de Helen Buckley", pois a preocupação é tanto de ensiná-los, que nunca parei para refletir sobre meu papel como educadora, se realmente  estou desempenhando meu papel de forma de deixar marcas positivas e não frustrantes e negativas, ou seja, de forma que façam eles sentir prazer no que estão fazendo, em estar na escola, em aprender, em crescer, pensar de forma autônoma e não apenas copiar.
  Devido, algumas vezes, interferirmos na criatividade de nossos alunos, e o perigo que tal atitude pode representar, pois quando o professor possui uma didática tradicional, no qual em vez de motivar  as aprendizagens dos seus alunos, ele "formata" seus alunos, ou seja, ensina a criança a copiar, e não a pensar/criar de maneira própria(individual).
Primeiramente, o modelo de educação tradicional está ficando ultrapassado. Afinal, pode até ser que o aluno alcance maiores notas com a memorização e a repetição de conteúdos. Mas somente boas notas estão longe de transformar um indivíduo de forma integral, não é mesmo?
Acredito que um planejamento pensado para favorecer esta criança deveria conter sempre a motivação como fio condutor, realçando tudo o que esta criança produz de positivo, não só em desenhos ou atividades, mas no sentido de integração, amizades e habilidades que esta venha a apresentar, valorizando todo o seu conhecimento anterior sobre tudo. Ainda é preciso levar esta criança a construir seus saberes, através da pesquisa, das atividades em grupo, da observação direta e rica dos objetos de aprendizagem e da exploração das diversas formas em que os conhecimentos se apresentam. Valorizar as diferentes formas de pensar e de construir os conhecimentos permite ampliar a criatividade e compartilhar diferentes saberes, o que gera a confiança e capacidade criadora.

Segundo Freire (1996:96):
            (...) o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua sala é assim, um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dívidas, suas incertezas.
Na contramão,
            (...) o professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida     e das gentes, o professor mal amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca.
Portanto, a partir dessa citação de Freire, concluo que quero ser uma professora que prepara o aluno para o mundo atual, formando um cidadão pensante, crítico, de caráter, desenvolvendo neles habilidades geradoras de novas competências, e assim provocando novas atitudes, formando valores e despertando interesses. Que faça-o, em algum momento de sua vida lembrar de mim, de forma positiva, que em algum momento, meus ensinamentos o ajudaram para vencer os desafios que a vida lhe apresentar.

REFERÊNCIAS:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996S: