Quando ouvimos falar em sustentabilidade, crise ambiental, educação ambiental, entre outros assuntos referentes ao meio ambiente, temos que ter em mente que a sustentabilidade nada mais é que o uso de recursos renováveis de forma qualitativamente adequada e em quantidade compatíveis com a sua capacidade de renovação, em soluções economicamente viáveis de suprimento das necessidades, além das relações sociais que permitem qualidade de vida adequada a todos. Para que isso ocorra, é preciso urgentemente investir numa mudança de mentalidade, conscientizando as pessoas da necessidade de adotar novas posturas diante dessa "crise ambiental".Nesse contexto fica evidente a importância de educar as pessoas para que ajam de modo responsável e com sensibilidade, conservando o ambiente saudável no presente e para o futuro, saibam exigir e respeitar os direitos próprios e da comunidade, modificando-se tanto interiormente como pessoas, quanto nas suas relações com o ambiente.Tenho convicção como educadora e perante a escola, que para os alunos compreender a complexidade e amplitude das questões ambientais, é fundamental oferecer-lhes a maior diversidade possível de experiências, contatos com diversas realidades, proporcionando um ambiente saudável e coerente com aquilo que ela pretende que seus alunos aprendam, para que possa de fato, contribuir para a formação de identidade como cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente, e capazes de atitudes de proteção e melhoria em relação a ele. Nunca esquecendo que a escola não é o único agente educativo, e que os padrões de comportamento da família e as informações veiculadas pela mídia exercem especial influência sobre adolescentes e jovens.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
CIÊNCIAS E A VIDA SUSTENTÁVEL
CIÊNCIAS DA NATUREZA X CONSTRUÇÃO DE IDEIAS PARA O MUNDO
Ao assistir os videos propostos e fazer a leitura do material, fica subtendido que as crianças desde cedo precisam conhecer e interpretar os fenômenos naturais, situando-se no Universo em que estão inseridas e interpretando a Natureza.
Deve-se considerar que as crianças adoram aprender. Portanto, é vital que os professores levem em consideração que as crianças, mesmo antes de frequentar a escola, manifestam um interesse muito grande pelas coisas da natureza, apresentando curiosidades, demonstrando interesse para descobrir como as coisas funcionam e repetindo suas dúvidas e porquês. A criança mostra curiosidade pelo ambiente em que vive. Assim ao estudar o ambiente, ela estará se envolvendo em situações reais com as quais está familiarizada.
Acredito que nossa prática pedagógica deve oportunizar, para além do exercício da verbalização de ideias, discutir as causa e fenômenos, entender os mecanismos dos processos que estão estudando, analisar onde e como aquele conhecimento apresentado em sala de aula, está presente em sua vida e, sempre que possível relacionar as consequências/implicações destes conhecimentos na sociedade.
CLASSIFICAR É FAZER CIÊNCIA?
Em 1941, Piaget e Szeminska, numa obra chamada A gênese do número na criança, afirmaram que a noção de número consiste na síntese entre a classificação e a seriação.
Em 1946, em Biologia e Conhecimento, Piaget afirma que “A lógica [...] não se reduz [...] a um sistema de notações inerentes ao discurso ou qualquer tipo de linguagem. Consiste [...] em um sistema de operações [...] e a origem destas operações deve ser procurada muito aquém da linguagem, nas coordenações de ação” (p.16). E complementa que “[...] um esquema admite sempre ações do sujeito (do organismo) que não derivam, como tais, das propriedades do objeto” (p.18).
Na aula presencial de matemática, foi realizada uma atividade chamada "Promoção no mercadinho". Por meio dela, foi trabalhada a classificação. Agora, vamos voltar à classificação, mas trabalhando à luz da Representação de Mundo pelas Ciências Naturais, onde realizei a atividade de
classificação com meus alunos do 6º ano.
Por serem alunos
“maiores”, desenvolvi a atividade da forma de um trabalho avaliativo, onde os
alunos reuniram-se em grupos de 3 pessoas para o desenvolvimento da atividade.
Formaram-se 6 grupos:
· 3
grupos classificaram os itens por preços (do
mais barato ao mais caro);
· 2
grupos classificaram os itens por tipos de alimentos (bebidas, alimentos e utensílios do lar);
· 1
grupo classificou por ordem alfabética.
Foi uma atividade produtiva e
diferenciada, onde os alunos se empolgaram tanto que pareciam os verdadeiros
“estoquistas” do mercado, onde de forma lúdica” estavam aprendendo.
Respondendo à pergunta: Classificar é fazer ciência?
Ao
assistir o vídeo proposto “História da química, tabela periódica”, chego à
conclusão que classificar é fazer ciência, pois o homem com a necessidade de
dar nome a tudo o que ele conhece e para organizar esses conhecimentos, assim o
fez, com a tabela periódica por exemplo, onde ele próprio escolheu os critérios para a
classificação, e com as várias tentativas através dos anos, chegou ao modelo
atual.
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