domingo, 16 de outubro de 2016

ESCOLAS GAIOLAS OU ESCOLAS ASAS

Após assistir o vídeo sobre a vida de Rubem Alves, O Professor dos Espantos, consegui entender um pouco mais sobre a vida deste magnífico escritor, pois no vídeo ele relata sua vida desde a infância até os motivos que o levaram a seguir esta profissão. Um vídeo muito rico em detalhes de como foi sua vida, suas escolhas, decepções....
Após assistir o vídeo, nos foi proposto a leitura do texto "Escolas Gaiolas ou Escolas Asas", também do referido escritor, para reflexões.
O referido texto nos faz refletir que tipo de alunos estamos formando? Que as “escolas gaiolas” tornam os alunos passivos no ato da reflexão, não questionando o mundo em que estão inseridos, aceitando tudo pronto e sem questionamentos, sem exercer seu pensamento crítico.
O que tornar-lhes adultos que não saberão construir seus próprios caminhos, pois encontraram tudo pronto.
Já as “escolas asas” devem desempenhar o papel de asas, ou seja, dar autonomia para que os alunos cresçam profissionalmente e, principalmente, pessoalmente. Deve abrir caminhos para que os nossos alunos aprendam e possam voar em busca de seus objetivos. Onde o ensino deve partir da realidade do educando, de suas experiências concretas, das vivências do cotidiano Rubem Alves nos leva a refletir nossas práticas pedagógicas; nosso cotidiano escolar como algo que aprisiona ou desperta o sentimento de liberdade de aprender, tão importante para o educando, demonstrando a necessidade de a escola ser apenas meio para o aluno atingir seus objetivos.


sábado, 15 de outubro de 2016

POESIA "SER PROFESSOR" E "SER ESTUDANTE"

Em nossa primeira aula presencial na disciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais, discutimos e refletimos como as experiências do passado influenciam na construção  do futuro, e como este passado, presente e futuro podem relacionar-se nesta construção.
 Podemos dizer que a escola é vista como lugar do possível, pois para quem têm a docência como um fazer, isto significa que a retomada do passado junto aos alunos é importante , porque abre a possibilidade de construir interpretações que ainda não foram construídas. 
A partir deste contexto, e das reflexões estudadas nos foi proposto a construção de uma poesia que traduzisse o que significa "ser professor" e "ser estudante", problematizando que tempos e espaços são estes (de professor/estudante).

SONHADORES

Professor você é como o sol, transparentes em suas ações
você tem o dom de transformação,
fonte de inspiração e motivação.

Com sua paciência e tolerância
sabe falar e escutar,
é seguro e confiante,
experiente e consciente.

É um herói que através do tempo
constrói sonhos e saberes,
pois seu aluno com ele aprende o passado
pensa o futuro
e transforma o mundo.

Busca o algo mais
sem medo de errar
tentando melhorar.





ANÁLISE DAS PERGUNTAS

No último encontro do Seminário Integrador IV, nos foi lançado um desafio de responder as seguintes perguntas, devido as inúmeras dificuldades na hora da escrita no blog e síntese reflexiva.

1) Qual o significado atual do portfólio?

A estas alturas, admito que o "real" significado do portfólio mudou muito no meu entendimento. No início do curso não compreendia e não conseguia entender o porquê de registrar tudo em um portfólio???Qual o motivo e razão de registrar tudo, se já assistíamos as aulas presenciais, a distância e fazíamos as atividades propostas.Só agora, no terceiro semestre, começo a entender e compreender que o portfólio é mais que um simples registro das minhas atividades, e sim uma ferramenta de trabalho que nos proporciona uma nova perspectiva da aprendizagem, um processo de desenvolvimento, uma análise do desempenho e da aprendizagem, auto-avaliação da didática pedagógica(ou seja, forma de trabalho), que teremos para uma vida toda, e sempre que necessitarmos  ou tivermos alguma dúvida iremos recorrê-lo.

2) Houve alguma mudança na sua forma de entendê-lo e nas suas postagens?

De acordo com a resposta anterior, fica claro que houve muitas mudanças na forma de entender o "real" significado do portfólio, e entendo que hoje além do registro diário, nele expomos nossas dúvidas, experiências, aprendizagens e trocas de aprendizagens, onde a cada atividade realizada descrevemos nossa forma de pensar (opiniões), as dificuldades enfrentadas, dúvidas, análise do desempenho  e da aprendizagem, e principalmente, as "novas" descobertas/aprendizagens, isto é,  nossa visão, opinião e prática de como era feito a nossa prática pedagógica antes das atividades propostas, e como é feito agora, depois das leituras dos textos, das aulas e atividades desenvolvidas.

3) O que se aprende nesta escrita?

Na minha opinião a escrita/registro representa muito mais que um roteiro ou enumeração das atividades desenvolvidas.
Escrever sobre a prática nos faz pensar e refletir sobre cada decisão que foi ou será tomada; permitindo aprimorarmos o nosso trabalho diário com frequência as necessidades dos nossos alunos. Através da escrita é possível identificar as falhas, observar o desenvolvimento do trabalho pedagógico e as evoluções dos nossos alunos. Por isso, a medida que escrevemos nossa prática diária, utilizando o registro como extensão da memória, tornamo-nos mais experientes na produção e reflexão do nosso discurso, aperfeiçoando o nosso fazer pedagógico.


" Por meio do  registro travamos um diálogo com nossa prática, entremeando perguntas, percebendo idas e vindas, buscando respostas que vão sendo elaboradas no encadeamento da escrita na medida em que o vivido vai se tornando explícito e, portanto passível de reflexão ( OSTETTO,Luciana Esmeralda. Observação, registro, documentação: nomear e significar as experiências. In: ( Org). Educação infantil: saberes e fazeres da formação de professores. Campinas: Papirus, 2008, pp 13- 32.)"

4) Que dificuldades envolvem esta escrita?

Posso resumir minha dificuldade da escrita numa simples frase de Paulo Freire:


" A gente pensa melhor quando pensa a partir do que faz, da prática"

Pois acredito, através de experiência própria, depois de iniciar o curso de Pedagogia, que a coragem para enfrentar desafios e mudar posturas enraizadas, é um obstáculo que nós docentes precisamos aprender a vencer, para mudarmos nossa prática pedagógica, e despertar o interesse em nossos alunos.  

1º ENCONTRO PRESENCIAL




O primeiro encontro presencial foi com a disciplina do Seminário Integrador IV, onde começamos nossas atividades fazendo uma análise e reflexão dos estudos e aprendizagens do semestre anterior, momento onde o grande grupo relatou suas maiores dificuldades nas atividades propostas, escrita do blog, e principalmente na escrita da síntese final.
Foi uma noite agradável e produtiva, onde percebi que os medos que me assombram, são os mesmos do grande grupo, mas que a cada semestre vencemos alguns obstáculos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer, com muitas aprendizagens e obstáculos a vencer.
Devido as dúvidas existentes o professor lançou estas 4 perguntas para refletirmos e respondermos:

1) Qual o significado atual do portfólio?
2) Houve alguma mudança na sua forma de entendê-lo e nas suas postagens?
3) O que se aprende nesta escrita?
4) Que dificuldades envolvem a escrita?

MENSAGEM DE MOTIVAÇÃO





Estamos iniciando mais um semestre, e com ele vêm os medos, as dúvidas, inseguranças que nos atormentam durante esse longo caminho. Sei que algumas vezes a vontade de desistir é maior que a vontade de continuar, mas sabemos que não há vitória sem uma árdua batalha.Por esse motivo deixo abaixo uma mensagem de VILLARDO PRIOR, para uma boa reflexão e motivação nas horas difíceis. Desejando a todos os colegas neste semestre bons estudos e um excelente aproveitamento dos conteúdos ministrados.
  1. "Na vida encontraremos obstáculos, que surgirão para nos desanimar em nossa caminhada. Se não houvesse dificuldades não aprenderíamos como vencê-la. Prosseguir faz-nos descobrir  como contornar situações adversas. Podemos dar o exemplo da água de um rio, que ao encontrar uma pedra, por mais forte que seja, não é capaz de interromper sua passagem. A pedra será vencida, pois a água com toda a delicadeza irá transpô-la. Assim é um aluno que segue descendo o rio da aprendizagem e deságua no oceano de sabedoria. As pedras são apenas uma resistência a ser vencida. Com calma irá aprender as lições da escola e da vida. A sabedoria é o destino dos homens e um dia o pequeno aluno se tornará um grande homem. Por isso, não tenha medo dos desafios das matérias novas, elas não são mais que pedras a serem vencidas ”.











segunda-feira, 25 de julho de 2016

BRINCAR É IMPORTANTE? POR QUÊ?




Confesso que até o presente, ou seja, até cursar a Disciplina de Ludicidade, nunca havia pensado da importância, relevância do ato de brincar durante à infância.
Revelo que em muitos momentos de minha vida me pego a pensar em minha infância, fecho os olhos e viajo no tempo..., e lembro como era bom, do quanto brincávamos e como éramos felizes naquele tempo. Pular corda, andar de bicicleta, brincar de esconde esconde, de casinha, tomar banho de rio, pular elástico, jogar taco..., e quando enjoávamos dessas brincadeiras sempre inventávamos uma brincadeira diferente, queríamos sempre mais.
 Hoje quando vejo nossas crianças horas em frente a computadores, smartfhones, vídeo-games....enfim todas essas novas tecnologias, dizendo que estão brincando, me dá uma imensa tristeza, pois, não sabem eles o que era brincar de verdade no meu tempo. Mas não os culpo, visto que, o mundo consumista, a correria do dia a dia, as mudanças do conceito família, a falta de tempo de seus pais, acabam fazendo com que estes supram todas essas “faltas” dos filhos, dando “tudo” o que eles pedem e desejam, ou seja, brinquedos modernos, caros, tecnológicos de última geração, tornando-os consumistas de brinquedos e não ensinando-os “como brincar”, não entendendo eles, que se tirassem 30 minutos apenas, de seu tempo para sentar, dar atenção e brincar um pouco com seu filho, valeria muito mais que toda a tecnologia do mundo, porque, ele vai crescer e este tempo nunca mais vai voltar, e as consequências podem ser irreversíveis.
Por isso brincar é importante por vários motivos....porque é bom, é gostoso e prazeroso, traz felicidade, além da criança aprender e desenvolver-se sob vários aspectos como: cognitivos, psicológicos, sociais, motores, etc....brincando, sem medo de errar, exercitando suas potencialidades, adquirindo conhecimentos e aprendendo a conviver e socializar o mundo a sua volta, seus limites, pois cada brincadeira traz um tipo de enriquecimento para a criança.

  “Quando brinca, a criança prepara-se a vida, pois é através de sua atividade lúdica que ela vai tendo contato com o mundo físico e social, bem como vai compreendendo como são e como funcionam as coisas.” Assim, destacamos que quando a criança brinca, parece mais madura, pois entra, mesmo que de forma simbólica, no mundo adulto que cada vez se abre para que ela lide com as diversas situações.” Zanluchi (2005, p. 89)  

Por isso acredito que o lúdico enquanto recurso pedagógico na aprendizagem deve ser encarado de uma forma séria, competente e responsável, e não uma forma de passa tempo como para muitos, ou perda de tempo, pois se usado de maneira correta, poderá oportunizar ao educador e ao educando importantes momentos de aprendizagens, trocas, experiências em múltiplos aspectos.
                    

Referências:


http://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-importancia-brincar-na-educacao-infantil.htm

terça-feira, 28 de junho de 2016

E SE O MUNDO FOSSE SURDO



O que você pensa se o mundo não falasse uma língua igual a tua? Se sentiria excluído se não tivesse acessibilidade?
Na verdade até o momento nunca havia pensado, ou melhor, até o começar a estudar a Disciplina nunca havia imaginado. Mas com certeza me sentiria excluída, porque, por mais, que a acessibilidade seja um tema que esta cada vez mais em pauta nas discussões políticas e sociais, tenho certeza que uma parcela (mínima) das pessoas nunca parou e imaginou como deve ser o dia a dia de um deficiente auditivo. 
Já parou para pensar nas dificuldades que um deficiente auditivo enfrenta todos os dias? Não conseguem algumas "coisas" que para nós ouvintes são tão simples e banais, como por exemplo, escutar a buzina de um carro quando atravessa uma rua, fazer a reclamação de algum serviço por telefone ou simplesmente falar ao telefone.
É preciso se colocar um pouquinho no lugar do outro e perceber as dificuldades para lutarmos por maior acessibilidade, para que proporcionemos melhores condições para juntos vivermos em um mundo melhor e mais justo.