domingo, 2 de julho de 2017

O QUE CARACTERIZA UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA?

O contexto atual da educação debate sobre uma escola preparada para proporcionar um ensino de qualidade, respeitando a heterogeneidade e a individualidade da comunidade escolar. Uma escola que proporcione educação de qualidade para todos, visto que todo ser humano tem a capacidade de aprender de acordo com seus interesses e seu ritmo.As leis que regem a educação nacional, as teorias e práticas educacionais discutidas nas universidades,escolas, congressos, fórum, e reuniões tratam da melhoria do ensino no país e almejam uma escola de qualidade para todos, onde todos possam ter sucesso, ou como diz Mantoan (2003) consigam a “emancipação intelectual”.
A escola atualmente se depara com novos desafios, entre eles, o de estabelecer condições mais adequadas para atender a diversidade dos indivíduos que dela participam. Assumir, compreender e respeitar essa diversidade é requisito para orientar a transformação de uma sociedade tradicionalmente pautada pela exclusão. Para alcançar essa qualidade na educação, há a necessidade de renovar toda a estrutura educacional deixando para trás o ensino tradicional.Trata-se de propostas contemporâneas de transformação na escola que buscam torná-la um espaço para a formação de indivíduos capazes de elaborar e realizar seus projetos de vida. Tais propostas colocam os estudantes, desde cedo, no papel de definir, planejar, executar e avaliar projetos de seus interesses. A autonomia do estudante para elaborar e realizar seus projetos é acompanhada da sua participação na gestão escolar, que se constitui de forma aberta e democrática.
A concepção democrática de escola respeita o educando como ser único que constrói seu aprendizado, e é capaz de encontrar a melhor maneira para construir seus conhecimentos.O professor nessa concepção é o mediador, que proporciona vários meios de aprendizagem, caminha junto, e interfere nas horas necessárias.
A escola passa a ser administrada por toda a comunidade, buscando caminhos para torná-la cada vez mais competente e capaz de cumprir seu papel na sociedade.
De acordo com Freire (apud LUDWIG, 1998) uma educação voltada para a democracia deve possibilitar ao homem a discussão valente de sua problemática, de sua inserção nessa problemática, que o advirta para perigos de seu tempo, o fim de que, consciente deles, ganhe a força e o valor para lutar, em lugar de ser arrastado á perdição de seu próprio eu submetido ás prescrições alheias. Educação que o coloque em diálogo constante com o outro, que o predisponha a constantes revisões, a análises criticas de seus descobrimentos uma certa rebeldia, no sentido mais humano da expressão; que o identifique com os métodos e processos científicos.
A escola precisa mudar toda sua estrutura gerando uma participação efetiva da sociedade em todos os processos educacionais, integrando sociedade e escola. Mostrando aos indivíduos que a democracia pode ser construída e efetivada em uma sociedade, para isso é necessário viver a democracia dentro da escola, e preparar as novas gerações para desempenhar um papel verdadeiramente democrático.
Com base nisso, acredito também que a gestão democrática da educação no Brasil é um processo que deve primar pela participação de todos os elementos da comunidade escolar. Significa dizer que este processo deve envolver toda a estrutura do sistema educacional, pois deve permitir a emancipação social, onde os indivíduos participam e decidem democraticamente.

LUDWIG, Antonio Carlos Will. Democracia e ensino militar. São Paulo: Cortez 1998
MATOAN, Maria Teresa Ègler. Inclusão Escolar O que é? Por quê? Como fazer?. São Paulo: Moderna, 2003

AULA INAUGURAL:DISCUTINDO SOBRE LDBEN

Ao iniciarmos as atividades da Interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental, a proposta foi de assistirmos o vídeo sobre a aula inaugural da Faculdade de Educação da UFRGS, com a fala do professor Carlos Roberto Jamil Cury, sobre o histórico, impasse e perspectivas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBEN). 
Ele afirma que "Mexer na LDBEN é abrir o campo para novos retrocessos".
Eu concordo absolutamente com Cury, pois se formos analisarmos a trajetória , o antes, o durante e o depois desse marco regulatório da Educação Nacional, a LDB é uma conquista que precisa ser defendida , não só para nossos filhos e netos, mas por todos aqueles que lutaram antes de nós, pois tudo o que foi conquistado até agora, com estas reformas e projetos do governo, este está pondo tudo a perder.
Me questiono como educadora que legitimidade tem esse governo de fazer e propor reformas tão profundas, que mexe tanto com a vida das pessoas?
Quando Cury chama a atenção para a mudança recente do Ensino Médio, que foi por meio de Medida Provisoria, e segundo ele, desconfigura essa etapa de ensino pela separação entre educação profissional e acesso ao ensino superior, o que torna o acesso desigual, e eu como educadora me sinto cada vez mais desvalorizada, pois com essa gama de mudanças(uma mais absurda que a outra), não estamos mais formando cidadãos pensantes, e sim cidadãos despreparados, "emburrecidos", para enfrentar o mundo lá fora, sem falar que para iniciar na carreira acadêmica não vai ser mais preciso ter licenciatura, dessa forma nossa classe que já é sofrida, desvalorizada e em muitos casos, como estes que estão se apresentando com as novas mudanças, humilhadas, vai acabar se extinguindo por total.

ANÁLISE DOS PORTFÓLIOS DE APRENDIZAGEM

Iniciamos mais um semestre, é uma das propostas do Seminário Integrador V para este semestre é a análise dos Portfólios de Aprendizagens das colegas.
Nesta aula inicial discutimos a importância de visitarmos os Blogs das colegas, para conhecermos, termos ideias  para a elaboração do nosso Blog.
Foi onde surgiu alguns relatos, assim como o meu, que muitas vezes não visitamos/olhamos os blogs das colegas por medo de pensar que estamos copiando o que a colega faz no seu blog.
Foi onde o professor Credine nos mostrou e esclareceu o contrário,que esta visita é importante sim, para nossas aprendizagens, tanto que elaborou uma atividade em dupla neste semestre que teremos que fazer a análise do blog de uma colega.

" Independente dos diferentes conceitos e significações, os portfólios consistem
em coleções determinadas de atividades dos estudantes(DANIELSON;ABRUTYN,1997), demonstrando um conjunto de atividades com propósitos específicos, oportunizando ao professor e ao estudante refletirem a cerca de seus trabalhos."


DANIELSON, C; ABRUTYN, L. An introduction to using portfolios in the classroom. Alexandria, VA: ASCD, 1997. 


quarta-feira, 17 de maio de 2017

DIFERENÇAS ENTRE PROJETO DE APRENDIZAGEM, DE ENSINO E DE AÇÃO


Na disciplina de Seminário Integrador estudada no semestre anterior aprendemos a elaborar um Projeto de Aprendizagem, onde conhecemos as etapas que devemos desenvolver para a elaboração do PA. Agora a proposta é de desenvolvermos o que apendemos semestre passado com nossos alunos neste semestre na disciplina de Projeto Pedagógico em Ação.
A primeira etapa é a de identificação da questão de investigação, onde devemos fazer um levantamento com nossos alunos de um assunto que teriam interesse de estudar/pesquisar. Em seguida , vem a preparação e o planejamento, nesta segunda etapa, planeja-se o o desenvolvimento com as atividades principais, as estratégias, a coleta de material de pesquisa, a definição do tempo de duração do projeto e o fechamento. É aqui nesta fase que elaboramos os conhecimentos prévios sobre o tema(o que já sabemos), as dúvidas, questionamentos e curiosidades a respeito do tema(o que queremos saber). Por fim a execução ou desenvolvimento, onde ocorre a realização das atividades planejadas. A cada etapa obtemos informações para a construção do mapa conceitual e dos relatórios, onde chegaremos as nossas conclusões.
Quando se fala de projetos, supõe-se que eles podem ser um meio que nos ajude a repensar e a recriar a Escola. Entre outros motivos, pois, através deles tenta-se organizar a gestão do espaço, o tempo, a relação entre os docentes e os alunos e, principalmente porque permite redefinir o discurso sobre o conhecimento escolar. Hernandéz (2000) aponta que os projetos de trabalho supõem, nos debates e experiências, uma abordagem do ensino que procura redefinir a concepção e as práticas educativas e dar respostas às mudanças sociais, às mudanças experimentadas e não simplesmente readaptar uma proposta do passado e atualizá-la. 
PROJETO APRENDIZAGEM: O projeto aprendizagem é a re-significação do espaço escolar, tornando a sala de aula um ambiente dinâmico de interação, de  relações pedagógicas e de construção do conhecimento. É mais do que uma forma de organizar o conhecimento escolar, pois implica numa mudança da própria escola; implica, no desenvolvimento de um trabalho pedagógico cooperativo, compartilhado e de estudo de conteúdos para além do escolar, ou, seja, numa visão de globalização relacional, segundo Hernadez.
PROJETO DE AÇÃO: são as ações a serem tomadas após a coleta e análise de dados.
PROJETO DE ENSINO: o professor é o elemento principal do processo ensino aprendizagem. Nele o professor determina o que pode ser ensinado e pesquisado, com a intenção e função da promoção da aprendizagem, isto é, o cronograma pré determinado da escola.
HERNÁNDEZ, F. Cultura visual, mudança na educação e projetos de trabalho. Porto Alegre: ArtMed, 2000. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

PROFESSOR REFLEXIVO


O que significa ser um professor reflexivo?

Acredito que a prática reflexiva requer um constante policiamento da atitudes de nós professores, tanto dentro da sala de aula como fora, sendo necessário que o professor esteja sempre se questionando, fazendo-se pergunta como:De que modo estou trabalhando?Para quem trabalho?Qual finalidade de ensino da minha disciplina?Por que trabalho dessa forma?Alcanço os resultados almejados no meu trabalho?De que forma posso tornar mais eficaz minha prática?
Com isso, entendo que nós como profissionais nunca devemos nos sentir completamente satisfeitos com nosso trabalho e com nossas atitudes perante ele, para que dessa forma, possa estar sempre em busca de melhoras na nossa prática.
Para a escola, adaptar-se a esta história em transformação, cabe primeiro perguntar-se o que é transformar e o que quer transformar, pois toda mudança exige risco, aceitação e comprometimento com o novo, não podendo ser negado, apenas por ser novo e diferente para a prática que se aplica (FREIRE,1996). Transformar, então, é analisar e refletir suas metodologias e suas fases pedagógicas.

sábado, 15 de abril de 2017

SALA DE AULA INVERTIDA


Ao invés do método tradicional de ensino onde o professor expõe os conteúdos e os alunos ouvem e anotam explicações, para em seguida estudar e fazer exercícios.
Surge como alternativa, uma "nova" didática que vem sendo adotada de forma crescente em vários países, como uma das tendências da educação: a sala de aula invertida (FLIPPED CLASSROOM), onde o conteúdo e as instruções são estudadas online, através de materiais digitais, antes do aluno frequentar a sala de aula.
Após o estudo individual, os alunos vão para a escola, onde tiram suas dúvidas, debatem, trazem assuntos complementares e desenvolvem projetos e atividades em grupo. Na sala de aula invertida o foco é o estudante, não o professor.
E até que ponto a sala de aula invertida é mesmo inovação?Vygotsky (1896-1934), por exemplo, já destacava a importância do processo de interação social para o desenvolvimento da mente. E, sem ir tão longe, o próprio Paulo Freire era adepto de que o professor transformasse a classe num ambiente interativo, usando recursos com vídeos e televisão.

PROJETOS DE APRENDIZAGEM

Não há uma data exata que a metodologia tenha começado a ser usada, diz Jennifer Klein, consultora em educação global que capacita professores a usarem a aprendizagem baseada em projetos. Mas segundo a especialista, na década de 70 ou 80, mesmo sem ter sido batizada , muitas escolas já se utilizavam da lógica para educar as crianças e jovens. 
Muito do que se faz, inclusive, se apoia no pensamento de Paulo Freire, ferrenho defensor de que os alunos deveriam construir seu próprio conhecimento.
Quando falamos em "aprendizagem por projetos" estamos necessariamente nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já pensava antes. 
Neste método em vez de serem estimulados por aulas tradicionais, os estudantes devem buscar respostas a questões complexas, muitas vezes multidisciplinares, e devem apresentar um produto final como resultado de suas pesquisas. Nesse meio tempo enquanto planejam, organizam e executam o projeto, eles se deparam na prática, com situações em que precisam trabalhar harmonicamente em grupo, lidar com opiniões, defender e criticar pontos de vista, assim como na vida.