Apos a leitura do texto proposto e assistir o vídeo "Filosofia e Ética", com Márcia Tiburi, pude concluir que filosofia e ética é algo que anda junto.
Segundo o vídeo, para Márcia ética não é uma "coisa" palpável, não é um objeto que podemos ter na mão. Seria uma relação que temos com o mundo ao nosso redor, com as outras pessoas, a natureza, a sociedade, a cultura. Ética, é antes de tudo, uma construção, que depende do nosso modo de pensar. É a capacidade de unir teoria e prática. Entendo que se no mundo houver ausência de pensamento, também teremos ausência de ética, pois ela depende da escolha, juntamente porque "eu" que escolho sobre o bem ou o mal que posso realizar, ou seja, quem é ético sempre pode deixar de ser, e isso ocorre por causa da ação humana em nome de seus interesses.
sábado, 7 de outubro de 2017
O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NA VIDA DAS PESSOAS
O vídeo "O impacto das redes sociais na vida das pessoas" do historiador Karmal, nos mostra que as redes sociais estão crescendo e mudando a forma das pessoas se relacionarem, se comunicarem, escreverem e aprenderem, ou seja, a internet está mudando a forma do cérebro aprender e executar as tarefas.
O historiador não acredita que por ter mais informações essa geração conectada seja mais inteligente, ele diz que acha que existe uma confusão entre duas coisas. Houve sim um aumento gigantesco na capacidade de acesso a dados e informações, como nunca tivemos tantas ao alcance de nossas mãos. Porém, nada mudou no item formação.
As pessoas estão confundindo formação com informação. E essa confusão precisa ser desfeita.Para ele é uma grande vantagem ter acesso a dados e nunca devemos abrir mão disso, ajuda a democratizar a informação. Mas como diria Humberto Eco, também abre caminho para que todo imbecil se julgue possuidor. No século XIX os imbecis tinham mais dificuldades de transmitir sua opinião, a internet por sua vez democratizou a imbecilidade, pois apenas com um clique podemos falar o que quisermos para quem quisermos.
O ATO DE ESTUDAR
Paulo Freire, educador da atualidade, aponta a necessidade de se fazer uma prévia reflexão sobre o sentido de estudo. Segundo suas palavras:
"Toda bibliografia deve refletir uma intenção fundamental de quem a elabora: a de atender ou despertar o desejo de aprofundar os conhecimentos naqueles a quem se oferece a bibliografia".
Esta postura, indispensável ao ato de estudar , requer de quem a ele se dedica:
- que assuma o papel de sujeito do ato de estudar;
- que o ato de estudar é uma atividade frente ao mundo;
- que o estudo de um tema exige que se ponha a par da bibliografia sobre o assunto, objeto de sua inquietação;
- que estudar é compreender e criticar o lido;
- que estudar é assumir uma relação "misteriosa" de diálogo com o autor, cujo mediador não é o texto e sim o(s) tema(s) tratado(s);
- que o ato de estudar, uma reflexão crítica, exige do sujeito reflexão prévia, a ser feita sobre o próprio ato de estudar.
No texto "O ato de estudar", proposto para leitura , entendo que o sujeito de "tal" ato assume uma postura crítica e um compromisso ético encarando o estudo como um desafio de se aprofundar o conhecimento. Essa postura acaba por complementar-se mas atitudes em frente ao mundo em que vivemos, onde todos os dias somos convocados a nos posicionarmos de forma crítica, com compromisso ético e social.
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
MODELOS PEDAGÓGICOS E MODELOS EPISTEMOLÓGICOS
A partir da leitura do texto “Modelos Pedagógicos e Modelos
Epistemológicos”, de Fernando Becker, agora consigo entender como está
estruturada a relação de ensino/aprendizagem escolar.
Conforme Fernando Becker pode-se afirmar que existem três
diferentes formas de representar a relação entre o ensino e a aprendizagem que
são: A Pedagogia Diretiva, Não Diretiva e a Relacional. Resumidamente vamos ver
o que fala cada uma.
Na Pedagogia Diretiva e sua epistemologia empírica, o
professor fala e o aluno escuta. Somente o professor possui todo o conhecimento
e deve transmiti-lo para o aluno que deve permanecer em silêncio, sentado e
disciplinado. Ele só aprende se o
professor ensina. Sendo este considerado como uma “tabula rasa”, que trabalha a
partir desse enfoque teórico, somente ele pode produzir algum novo conhecimento
no aluno. Diante disto pode-se dizer que para aprender o aluno deve prestar
atenção e repetir quantas vezes for necessário. Mantendo o pensamento em
que professor jamais aprenderá e o aluno jamais ensinará.
A Pedagogia Não-Diretiva e sua epistemologia apriorística o
professor é um facilitador, um auxiliar do aluno; neste momento é considerada
toda carga de saber que o aluno já traz consigo, ele precisa apenas ter a
consciência, e organizar esse saber. Adota-se o pensamento de “deixar fazer”
que ele encontrará seu caminho idealizado por laissez-faire. Com isso o aluno aprende por si mesmo, e o professor
pode no máximo auxiliar a aprendizagem do aluno. Para todo o processo possa se
desenvolver deve-se observar a bagagem hereditária e a interferência do
meio-físico ou social deve ser reduzida ao mínimo; a aprendizagem se julga
autossuficiente e o ensino é proibido de interferir.
Já na Pedagogia Relacional e sua epistemologia relacional o
conhecimento se dá através da exploração e questionamentos sobre o conhecimento
através de materiais utilizados pelo professor; o aluno representa de alguma
forma os materiais apresentados de acordo, esses materiais devem ser
significantes para os alunos. O aluno só aprende se ele agir e problematizar
sua ação assimilando assim e reagindo a proposta apresentada pelo professor. O
professor não acredita no ensino tradicional, pois não acredita em mera
transmissão de conteúdos, não acredita que o aluno seja uma folha em branco a
ser preenchida, considerando que o aluno não seja ignorante diante de novos
conhecimentos. Onde tudo que o aluno construiu até hoje em sua vida será uma
bagagem para alcançar um novo conhecimento. A aprendizagem é construção, ação e
tomada de consciência, onde o professor tem um saber construído.
Então, agora ao ler e saber como cada proposta desenvolve-se,
acredito que a proposta da Pedagogia Relacional, o aluno tem mais oportunidades
de construir sua aprendizagem, pois proporciona ao aluno meios para ele buscar
o conhecimento já existente nele. Que tudo que o aluno construiu até hoje serve
de base/patamar para continuar a construir seus conhecimentos, é só uma questão
de descobri-lo.
O aluno não é uma tabula rasa, onde depositamos todos os
conhecimentos, como se dá no modelo empirista, onde o professor decide o que
fazer e os alunos executam. Ou como no modelo apriorístico que o aluno aprende
por si mesmo.
Que todos os educadores deveriam utilizar/apropriar-se
desta proposta no seu fazer pedagógico, porque nele o sujeito interage a todo
momento, sua ação é primordial e todos aprendem. A educação deve ser um
processo de construção de conhecimento ao qual acorre, em condição de
complementaridade, por um lado, os alunos e professores e, por outro, os
problemas sociais atuais e o conhecimento já construído.
E
deixo aqui minha experiência, de quando iniciei minha vida acadêmica identifico
meu fazer pedagógico baseado na pedagogia diretiva, mas com o decorrer dos
anos, com as experiências e realidades enfrentadas em sala de aula, e principalmente
com início do curso de Pedagogia, vejo que já mudei muito, e posso dizer que
ainda não estou na pedagogia relacional, mas na transição, talvez, de
não-diretiva para relacional. Pois, a cada dia que passa percebo que preciso
preparar aulas que prendam a atenção dos meus alunos, que desperte interesse,
curiosidade e vontade de querer aprender, saber.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
PRECONCEITO
Em nosso primeiro encontro presencial deste semestre, tivemos nosso encontro marcado por duas interdisciplinas:Seminário Integrador VI, onde conversamos e fizemos alguns ajustes de como seria o trabalho a ser desenvolvido neste semestre, e a outra ministrada pela professora Aline de Questões Étnico Raciais:Sociologia e História, onde fizemos algumas discussões sobre questões relacionadas ao preconceito e suas manifestações em nossa sociedade atual.
Nosso desafio foi em grupo discutir um preconceito ou tipo de preconceito que já havíamos presenciado ou sofrido.
Preconceito é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento.É uma ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento crítico ou lógico.
O preconceito é resultado da ignorância das pessoas que se prendem às suas ideias pré-concebidas, desprezando outros pontos de vista, por exemplo. Na maioria dos casos, as atitudes preconceituosas podem ser manifestadas com raiva e hostilidade.
Como dito, o preconceito pode ser fruto de uma personalidade intolerante, porque são geralmente autoritários e acreditam nas normas do respeito máximo à suas ideias pré-concebidas, e desprezando qualquer outra ideia que ultrapasse a realidade que consideram como "normal".
Existem diferentes manifestações e tipos de preconceito, sendo as suas formas mais comuns o preconceito social, racial (racismo) e sexual (sexismo ou homofobia). Nas características comuns a grupos, atitudes preconceituosas são aquelas que partem para o campo da agressividade ou da discriminação.
Nosso grupo foi sorteado para falar das várias formas de concepção de Família na sociedade atual, isto é , da diversidade familiar.
Após discutirmos com o grupo, fizemos um cartaz para apresentar ao grande grupo.
Após discutirmos com o grupo, fizemos um cartaz para apresentar ao grande grupo.
ARGUMENTAR É TER INTENÇÃO DE CONVENCER OU JUSTIFICAR?
Na interdisciplinar de Filosofia
da Educação, nossa primeira atividade foi saber diferenciar um pensamento
crítico, um argumento, de uma simples justificativa. Ao ler o texto proposto “ESTRUTURA
DO ARGUMENTO?” Nos vem a pergunta: “Argumentar é ter intenção de convencer ou
justificar?”
Todo o argumento tem a mesma
estrutura básica:
1. Aquilo
que se quer justificar: que chamaremos de conclusão;
2. Aquilo
que justifica a conclusão: que chamaremos de premissa.
Para entendermos estas diferenças
precisamos primeiramente saber o que é premissa.
Premissa significa a proposição, o conteúdo, as informações
essenciais que servem de base para o raciocínio, para um estudo que levará a
conclusão.
Dessa forma entendo que
argumentar é dar razões para se pensar algo ou agir de um determinado modo, é a
justificação de uma ideia, pensamento, opinião, tese, concepção.
Acredito que quando argumentamos,
nós estamos querendo convencer alguém de que nossas ideias, forma de agir ou
pensar são corretas, ou que as ideias, forma de agir ou pensar da outra pessoa,
são ou não corretas. É uma forma de persuadir alguém de algo ou alguma coisa. Argumentar é persuadir. Persuadir é tentar convencer. Convencer é vencer juntos. Ou seja, para conseguir a adesão de alguém à tese (ponto de vista,proposição) sobre determinada "coisa"/opinião/certeza.
Então é preciso distinguir o argumento da simples explicação, pois quando explico algo ou alguma coisa a alguém, estou apenas informando esta pessoa, e não querendo convencê-lo da minha ideia, pensamento, ação...não estou portanto argumentando, persuadindo minha maneira de pensar, agir....
Então é preciso distinguir o argumento da simples explicação, pois quando explico algo ou alguma coisa a alguém, estou apenas informando esta pessoa, e não querendo convencê-lo da minha ideia, pensamento, ação...não estou portanto argumentando, persuadindo minha maneira de pensar, agir....
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
ACREDITAR EM SI MESMO
E é pensando assim, que chego a este 6º semestre, onde muitas experiências me foram oportunizadas. Foram semstres de trocas, aprendizagens, trabalho, muito trabalho, mas com um ideal, de que tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
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