Mostrando postagens com marcador DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA II. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA II. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ESCOLA MAIS LABORATÓRIO, MENOS AUDITÓRIO

Neste vídeo o professor Fernando Becker afirma que precisamos de “MAIS LABORATÓRIO, MENOS AUDITÓRIO”. E que os verbos da escola são: REPETIR e COPIAR.
Mudam-se as escolas, colocam-se laboratórios e computadores, mas continua-se copiando e repetindo, repetindo e copiando.
E segundo os autores Piaget e Freire, eles falam em suas obras nos verbos interagir, indagar, inventar, experimentar, descobrir, ultrapassar, transformar....Então o grande desafio deste século, pelo menos no início deste século, é o de transformar o ensino na medida do processo do conhecimento humano. A atividade da escola deve transformar-se a partir do princípio de que o aluno é um centro de atividades, e não um receptor vazio (tábula rasa) a ser preenchido de conteúdos frequentemente sem sentido.
Resumindo, a escola precisa transformar-se cada vez mais em laboratório, e ser cada vez menos auditório. E os agentes dessa transformação, são em primeiro lugar, nós professores. E para que isso ocorra é preciso uma formação docente de grande 

O CONSTRUTIVISMO E SUA FUNÇÃO EDUCACIONAL

Segundo Lino de Macedo o conhecimento não é cópia da realidade, mas o resultado de um processo de construção, possível em função das estruturas cognitivas do sujeito. Se acreditar que o conhecimento resulta de cópia, basta preencher o aluno de conteúdo. Se acreditar no processo de maturação e estruturas cognitivas pré-existentes, basta criar situações para exercitar essas estruturas. Se acreditar na epistemologia da genética os métodos devem ser ativos através de ações físicas ou mentais.
            Os diferentes modelos descritos acima tratam de formas diferentes a ação de errar.
            Podemos dizer que o desafio do educador, amparados pela epistemologia genética, é formular perguntas capazes de gerar perturbações para provocar o interesse desse aluno, inclusive para compreender seu próprio erro.

DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SEGUNDO PIAGET

O texto inicia estabelecendo a diferenciação entre o problema do desenvolvimento em “geral” e o problema de aprendizagem.
·        O Desenvolvimento: é um processo espontâneo que envolve o todo (biológico e psicológico).
·        A aprendizagem: é o oposto. A aprendizagem é provocada por situações de experimentações. Além disso, é um processo limitado a um problema ou estrutura simples.
            “ O desenvolvimento explica a aprendizagem (MAICON)”. Para conhecer o desenvolvimento do conhecimento temos que ter em mente que o sujeito não deve apenas fazer uma cópia mental, mas sim interagir com o que se pretende conhecer.
            De acordo com a teoria piagetiana, para conhecer os objetos, o sujeito tem que agir sobre eles e, por conseguinte, transformá-los: tem que deslocá-los, agrupá-los, combiná-los, separá-los e juntá-los. Neste sentido, o conhecimento não é nem uma cópia interior dos objetos, ou acontecimentos do real, nem meros reflexos desses objetos e acontecimentos que se imporiam ao sujeito. Partindo deste princípio, a aprendizagem é considerada uma constante busca do significado das coisas. Esse significado é construído a partir da globalidade e das partes que constituem aquilo que se quer conhecer. Como ponto fundamental de aprendizagem, aprender é construir o seu próprio significado e não encontrar respostas certas dadas por outra pessoa.


EPISTEMOLOGIA GENÉTICA

Epistemologia é a teoria da ciência ou o estudo do conhecimento científico.
            Genética apresenta dois significados:
1)     O primeiro relativo a biologia e a transmissão dos caracteres hereditários.
2)     O segundo relativo à gênese, ou seja, origem.
            Epistemologia Genética é o estudo da origem do conhecimento.
            Para a epistemologia genética o conhecimento não vem pronto com a pessoa, e nem é imposto pelo meio, mas sim é construído individualmente pelo sujeito, mediante a interação sujeito e objeto, levando-se em consideração as condições do meio físico e social.
            Os estágios do desenvolvimento da inteligência apresentados pela teoria psicogenética são assim denominados: o sensório-motor (da inteligência prática), o operatório concreto (que se constitui inicialmente de uma inteligência intuitiva e depois operatória, baseada na reciprocidade do pensamento) e o estágio formal (quando se pode agir e pensar sob hipóteses e abstrações). 
            A epistemologia genética é uma teoria interacionista, ou seja, existe a crença que o conhecimento se origina através das condições internas do sujeito + a maturação+ a experiência adquirida.
            É preciso lembrar que o conteúdo básico da teoria psicogenética de Piaget é a ação do sujeito que interage com os objetos, construindo, a partir dessas ações, formas e/ou estruturas de inteligência que lhe permitem, cada vez mais, adaptar-se ao mundo em que vive.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

MODELOS PEDAGÓGICOS E MODELOS EPISTEMOLÓGICOS

          A partir da leitura do texto “Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos”, de Fernando Becker, agora consigo entender como está estruturada a relação de ensino/aprendizagem escolar.
          Conforme Fernando Becker pode-se afirmar que existem três diferentes formas de representar a relação entre o ensino e a aprendizagem que são: A Pedagogia Diretiva, Não Diretiva e a Relacional. Resumidamente vamos ver o que fala cada uma.
          Na Pedagogia Diretiva e sua epistemologia empírica, o professor fala e o aluno escuta. Somente o professor possui todo o conhecimento e deve transmiti-lo para o aluno que deve permanecer em silêncio, sentado e disciplinado.  Ele só aprende se o professor ensina. Sendo este considerado como uma “tabula rasa”, que trabalha a partir desse enfoque teórico, somente ele pode produzir algum novo conhecimento no aluno. Diante disto pode-se dizer que para aprender o aluno deve prestar atenção e repetir quantas vezes for necessário. Mantendo o pensamento em que professor jamais aprenderá e o aluno jamais ensinará.
          A Pedagogia Não-Diretiva e sua epistemologia apriorística o professor é um facilitador, um auxiliar do aluno; neste momento é considerada toda carga de saber que o aluno já traz consigo, ele precisa apenas ter a consciência, e organizar esse saber. Adota-se o pensamento de “deixar fazer” que ele encontrará seu caminho idealizado por laissez-faire. Com isso o aluno aprende por si mesmo, e o professor pode no máximo auxiliar a aprendizagem do aluno. Para todo o processo possa se desenvolver deve-se observar a bagagem hereditária e a interferência do meio-físico ou social deve ser reduzida ao mínimo; a aprendizagem se julga autossuficiente e o ensino é proibido de interferir.
          Já na Pedagogia Relacional e sua epistemologia relacional o conhecimento se dá através da exploração e questionamentos sobre o conhecimento através de materiais utilizados pelo professor; o aluno representa de alguma forma os materiais apresentados de acordo, esses materiais devem ser significantes para os alunos. O aluno só aprende se ele agir e problematizar sua ação assimilando assim e reagindo a proposta apresentada pelo professor. O professor não acredita no ensino tradicional, pois não acredita em mera transmissão de conteúdos, não acredita que o aluno seja uma folha em branco a ser preenchida, considerando que o aluno não seja ignorante diante de novos conhecimentos. Onde tudo que o aluno construiu até hoje em sua vida será uma bagagem para alcançar um novo conhecimento. A aprendizagem é construção, ação e tomada de consciência, onde o professor tem um saber construído.
          Então, agora ao ler e saber como cada proposta desenvolve-se, acredito que a proposta da Pedagogia Relacional, o aluno tem mais oportunidades de construir sua aprendizagem, pois proporciona ao aluno meios para ele buscar o conhecimento já existente nele. Que tudo que o aluno construiu até hoje serve de base/patamar para continuar a construir seus conhecimentos, é só uma questão de descobri-lo.
          O aluno não é uma tabula rasa, onde depositamos todos os conhecimentos, como se dá no modelo empirista, onde o professor decide o que fazer e os alunos executam. Ou como no modelo apriorístico que o aluno aprende por si mesmo.
          Que todos os educadores deveriam utilizar/apropriar-se desta proposta no seu fazer pedagógico, porque nele o sujeito interage a todo momento, sua ação é primordial e todos aprendem. A educação deve ser um processo de construção de conhecimento ao qual acorre, em condição de complementaridade, por um lado, os alunos e professores e, por outro, os problemas sociais atuais e o conhecimento já construído. 
          E deixo aqui minha experiência, de quando iniciei minha vida acadêmica identifico meu fazer pedagógico baseado na pedagogia diretiva, mas com o decorrer dos anos, com as experiências e realidades enfrentadas em sala de aula, e principalmente com início do curso de Pedagogia, vejo que já mudei muito, e posso dizer que ainda não estou na pedagogia relacional, mas na transição, talvez, de não-diretiva para relacional. Pois, a cada dia que passa percebo que preciso preparar aulas que prendam a atenção dos meus alunos, que desperte interesse, curiosidade e vontade de querer aprender, saber.