quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CIÊNCIAS E A VIDA SUSTENTÁVEL



" A natureza, e não o homem, é a fonte de todo o conhecimento. Cabe ao homem desvendá-la" (pg 171.Livro:O Índio Brasileiro: O que você precisa saber sobre os povos indígenas no brasil de hoje)


Quando ouvimos falar em sustentabilidade, crise ambiental, educação ambiental, entre outros assuntos referentes ao meio ambiente, temos que ter em mente que a sustentabilidade nada mais é que o uso de recursos renováveis de forma qualitativamente adequada e em quantidade compatíveis com a sua capacidade de renovação, em soluções economicamente viáveis de suprimento das necessidades, além das relações sociais que permitem qualidade de vida adequada a todos. Para que isso ocorra, é preciso urgentemente investir numa mudança de mentalidade, conscientizando as pessoas da necessidade de adotar novas posturas diante dessa "crise ambiental".Nesse contexto fica evidente a importância de educar as pessoas para que ajam de modo responsável e com sensibilidade, conservando o ambiente saudável no presente e para o futuro, saibam exigir e respeitar os direitos próprios e da comunidade, modificando-se tanto interiormente como pessoas, quanto nas suas relações com o ambiente.Tenho convicção como educadora e perante a escola, que para os alunos compreender a complexidade e amplitude das questões ambientais, é fundamental oferecer-lhes a maior diversidade possível de experiências, contatos com diversas realidades, proporcionando um ambiente saudável e coerente com aquilo que ela pretende que seus alunos aprendam, para que possa de fato, contribuir para a formação de identidade como cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente, e capazes de atitudes de proteção e melhoria em relação a ele. Nunca esquecendo que a escola não é o único agente educativo, e que os padrões de comportamento da família e as informações veiculadas pela mídia exercem especial influência sobre adolescentes e jovens.

CIÊNCIAS DA NATUREZA X CONSTRUÇÃO DE IDEIAS PARA O MUNDO




Ao assistir os videos propostos e fazer a leitura do material, fica subtendido que as crianças desde cedo precisam conhecer e interpretar os fenômenos naturais, situando-se no Universo em que estão inseridas e interpretando a Natureza.
Deve-se considerar que as crianças adoram aprender. Portanto, é vital que os professores levem em consideração que as crianças, mesmo antes de frequentar a escola, manifestam um interesse muito grande pelas coisas da natureza, apresentando curiosidades, demonstrando interesse para descobrir como as coisas funcionam e repetindo suas dúvidas e porquês. A criança mostra curiosidade pelo ambiente em que vive. Assim ao estudar o ambiente, ela estará se envolvendo em situações reais com as quais está familiarizada.
Acredito que nossa prática pedagógica deve oportunizar, para além do exercício da verbalização de ideias, discutir as causa e fenômenos, entender os mecanismos dos processos que estão estudando, analisar onde e como aquele conhecimento apresentado em sala de aula, está presente em sua vida e, sempre que possível relacionar as consequências/implicações destes conhecimentos na sociedade.

CLASSIFICAR É FAZER CIÊNCIA?

Em 1941, Piaget e Szeminska, numa obra chamada A gênese do número na criança, afirmaram que a noção de número consiste na síntese entre a classificação e a seriação.  
Em 1946, em Biologia e Conhecimento, Piaget afirma que “A lógica [...] não se reduz [...] a um sistema de notações inerentes ao discurso ou qualquer tipo de linguagem. Consiste [...] em um sistema de operações [...] e a origem destas operações deve ser procurada muito aquém da linguagem, nas coordenações de ação” (p.16). E complementa que “[...] um esquema admite sempre ações do sujeito (do organismo) que não derivam, como tais, das propriedades do objeto” (p.18).
Na aula presencial de matemática, foi realizada uma atividade chamada "Promoção no mercadinho". Por meio dela, foi trabalhada a classificação.  Agora, vamos voltar à classificação, mas trabalhando à luz da Representação de Mundo pelas Ciências Naturais, onde realizei a atividade de classificação com meus alunos do 6º ano.
Por serem alunos “maiores”, desenvolvi a atividade da forma de um trabalho avaliativo, onde os alunos reuniram-se em grupos de 3 pessoas para o desenvolvimento da atividade. Formaram-se 6 grupos:
· 3 grupos classificaram os itens por preços (do mais barato ao mais caro);
· 2 grupos classificaram os itens por tipos de alimentos (bebidas, alimentos e utensílios do lar);
· 1 grupo classificou por ordem alfabética. 
Foi uma atividade produtiva e diferenciada, onde os alunos se empolgaram tanto que pareciam os verdadeiros “estoquistas” do mercado, onde de forma lúdica” estavam aprendendo.
Respondendo à pergunta: Classificar é fazer ciência?
Ao assistir o vídeo proposto “História da química, tabela periódica”, chego à conclusão que classificar é fazer ciência, pois o homem com a necessidade de dar nome a tudo o que ele conhece e para organizar esses conhecimentos, assim o fez, com a tabela periódica por exemplo, onde ele próprio escolheu os critérios para a classificação, e com as várias tentativas através dos anos, chegou ao modelo atual.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

LÍNGUA PORTUGUESA X MATEMÁTICA




Minha primeira atividade na Disciplina de Matemática foi muito tranquila, nem eu estou acreditando que "algo" que envolva a matemática possa ser "tranquilo", ainda mais eu, que não morro de amores , e como já expus no meu relato de experiência, que tenho muitas dificuldades com a disciplina, desde muito cedo.
Nunca havia pensado, ou imaginado, que posso muito bem estar ensinando matemática quando estou ensinando alguns conteúdos da minha disciplina (Língua Portuguesa). E foi o que aconteceu em minha primeira atividade da Disciplina de Matemática, onde nos foi apresentado e explicado o conteúdo de SERIAÇÃO e CLASSIFICAÇÃO, e solicitado que elaborássemos uma atividade para trabalhar com nossos alunos.
Após ler os materiais propostos, percebi que poderia no próximo conteúdo a ser trabalhado com meu 6º ano (Classificação das palavras quanto ao número de sílabas), inserir , trabalhar, ensinar o conteúdo de Seriação e Classificação da Disciplina de Matemática como nos foi solicitado. Então preparei a atividade e desenvolvi a atividade com êxito.
Após está primeira experiência, pensei que poderia a partir do ano que vem, pois já estamos no final do ano, conversar com a professora de Matemática para sentarmos e planejarmos algumas atividades em conjunto de Língua Portuguesa e Matemática, fazendo um trabalho diferenciado integrando estas duas disciplinas que os alunos tanto "repelem/abominam) e possuem muitas dificuldades.
Quem sabe, com essa integração, não obteremos melhores resultados em ambas disciplinas?
Este será meu projeto e meta para o ano de 2017. Lógico que contado com a colaboração e participação da professora de Matemática, para assim termos uma integração por completo.

sábado, 22 de outubro de 2016

RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE MATEMÁTICA




Meu nome é Kelen Cristina de Oliveira, trabalho em duas escolas, municipal e estadual.Na estadual sou professora de Língua Portuguesa, trabalhando com 6º ano, 7º ano e EJA, a 3 anos; e no município sou supervisora, onde está sendo uma experiência nova, pois é meu primeiro ano.Confesso que prefiro a orientação que trabalhei ano passado.
Minha primeira formação foi Direito, onde nunca atuei "de verdade", só fiz alguns trabalhos, como vi que não era o que queria parti para a segunda formação, Licenciatura em Língua Portuguesa, posteriormente a Pós Graduação e agora a Pedagogia. Ouço de minhas colegas muitas represálias por estar cursando Pedagogia a esta altura com duas formações, mas sempre digo que precisava para complementar a minha didática pedagógica, e aprimorar/ampliar meus conhecimentos, pois as formações anteriores não me dão uma boa base para minha atual prática.Confesso, que não me arrependo em nenhum momento de ter feito esta escolha. Só depois disso (concluir a faculdade de Pedagogia), estarei preparada para o tão sonhado Mestrado.
Minha relação com a matemática é frustrante, sempre tive dificuldades com a matéria, e quando chegou no 2º Grau as coisas pioraram, sempre com professores particulares para tentar entender a matéria, e sempre com notas abaixo da média ou na média. Acho que por isso escolhi minhas formações longe da matemática, sem matemática alguma.Mas em Direito, em duas cadeiras, Penal e Trabalho, veio a tal da matemática novamente, e em uma delas no último semestre(9º) sem nunca rodar em nenhuma cadeira, rodei em Trabalho, nos cálculos.
Então, o que era não gostar da disciplina passou a ser pânico, medo, terror, receio....
Agora quando me deparei com a cadeira de Representação do Mundo pela Matemática, veio a tona novamente os sentimentos de medo, receio, pânico..., de como conseguirei desenvolver as atividades propostas pela disciplina, senão possuo nenhuma experiência e prática em trabalhar matemática com meus alunos, ainda mais que não gosto e não entendo a matéria.
Mas conforme, as primeiras leituras propostas, acalmei-me um pouco, pois vi que posso trabalhar Matemática sendo professora de Língua Portuguesa, coisa que nunca havia passado em minha cabeça.Então quem sabe agora começo a gostar mais da matéria?!?...kkk....

APRENDENDO MATEMÁTICA



O primeiro encontro presencial de Matemática foi no dia 04 de outubro, onde iniciamos com um breve relato de alguns colegas sobre suas experiências na Disciplina de Matemática, atividade essa que será estendida para o Moodle no Fórum Relato de Experiências.
Após, o professor Rodrigo nos mostrou um jogo que podemos trabalhar com nossos alunos, "PAF PIF MAIA", semelhante ao jogo de "PIF", mas com símbolos diferentes. Aprendemos as regras e jogamos em sala de aula com os colegas.
O jogo necessitou de muita atenção, pois ainda não estávamos familiarizados com as cartas, muitas vezes se perdendo na troca dos símbolos pelos números.
Mas a aula foi maravilhosa, e nem acredito que estou fazendo este elogio para uma aula de Matemática, matéria essa que "abomino". Nesta aula percebi que é possível ensinar  a Matemática de forma lúdica, divertida e prazerosa para nossos alunos, despertando o interesse e curiosidade neles.


















segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O QUE É CIÊNCIA

Nosso primeiro encontro presencial da Disciplina de Representação do Mundo pelas Ciências Sociais foi muito divertido, produtivo e instigante.
Assistimos a um vídeo produzido por um grupo de pesquisadores do Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências da UFRGS, que tem como objetivo melhorar/mudar a taxa de alfabetização das escolas públicas brasileiras, através do estudo da ciência, e trazer experiências para desenvolver as descobertas científicas, dentro da ideia que as áreas do cérebro(mecanismos cerebrais) que se envolvem nas descobertas da área científica são muito parecidas com as áreas cerebrais (mecanismos cerebrais) desenvolvidos na alfabetização.
Depois de assistirmos o vídeo foi nos lançado duas perguntas:
  • O que é ciências?
  • Por que estudar ciências na escola?
Em seguida o professor nos apresentou um experimento chamado "Bolsa Mágica", onde com um saco plástico cheio de água ele atravessou um lápis e a água não saiu pelo furo feito.O que nos causou espanto e curiosidade, porque achávamos que a água sairia pelo furo e não saiu.
Ao final da aula, concluo que a mesma foi ministrada justamente para provocar a curiosidade e o espanto em nós alunos, para com isso, despertarmos também em nossos alunos a mesma curiosidade, espanto e interesse para a aprendizagem das ciências naturais.