sábado, 15 de abril de 2017

PROJETOS DE APRENDIZAGEM

Não há uma data exata que a metodologia tenha começado a ser usada, diz Jennifer Klein, consultora em educação global que capacita professores a usarem a aprendizagem baseada em projetos. Mas segundo a especialista, na década de 70 ou 80, mesmo sem ter sido batizada , muitas escolas já se utilizavam da lógica para educar as crianças e jovens. 
Muito do que se faz, inclusive, se apoia no pensamento de Paulo Freire, ferrenho defensor de que os alunos deveriam construir seu próprio conhecimento.
Quando falamos em "aprendizagem por projetos" estamos necessariamente nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já pensava antes. 
Neste método em vez de serem estimulados por aulas tradicionais, os estudantes devem buscar respostas a questões complexas, muitas vezes multidisciplinares, e devem apresentar um produto final como resultado de suas pesquisas. Nesse meio tempo enquanto planejam, organizam e executam o projeto, eles se deparam na prática, com situações em que precisam trabalhar harmonicamente em grupo, lidar com opiniões, defender e criticar pontos de vista, assim como na vida.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ESPAÇO E FORMAS





Após as leituras disponibilizadas, cada vez mais conscientizo-me que educar não é somente ensinar para a criança ler, escrever e ter boas maneiras. A criança em si necessita também de conhecer e compreender o espaço em que vive. Para isso, o ensino de matemática desde cedo, é de grande importância para as crianças de educação, desde as operações, contagens, grandezas e medidas ao espaço e a forma. Pois é, a partir do ensino de geometria e a matemática que a criança constrói um modo particular de conceber o espaço por meio das suas percepções, das soluções que encontram par os problemas e o contato com a realidade. Assim, para trabalhar a matemática e a geometria devemos colocar e prática, desafios/tarefas que dizem respeito às relações habituais das crianças com o espaço em que elas vivem.
Um exemplo disso seria quando duas crianças, criança “A” e “B” estão brincando de bola de gude no pátio da escola. Criança “A” tem 2 bolas de gude e criança “B” 3. Quantas bolas de gude têm os dois juntos?
Essa situação pode estar acontecendo na hora do recreio, e a criança sem perceber, ao mesmo tempo em que brinca também aprende com situações vividas no dia a dia. Pois, o trabalho com matemática e a geometria pode partir da exploração de objetos e situações do cotidiano da criança. Devemos nós professores explorar nas brincadeiras, jogos e situações, o conhecimento matemático das crianças.

Cabe então, a nós educadores, instigar, questionar, auxiliar este processo de exploração e investigação dos objetos que se fazem necessários para o desenvolvimento das atividades propostas e para melhor compreensão dos conceitos matemáticos, pois, só assim acredito que alcançarão este entendimento da matemática. O que muitas vezes não acontece, pois talvez, não utilizamos dos diversos recursos que possuímos.

BRINCANDO COM A MATEMÁTICA




A matemática é fundamental em nossas vidas e, se não trabalhada desde cedo de forma agradável/divertida, pode ser a causa de grande parte de repetentes no futuro, pois ao iniciar sua vida escolar, a criança inicia o processo de alfabetização, não só na língua materna como também na linguagem Matemática, construindo o seu conhecimento segundo as diferentes etapas de desenvolvimento cognitivo.
[...] o aprendizado das crianças começa muito antes delas frequentarem a escola. Qualquer situação de aprendizado com a qual a criança se defronta na escola tem sempre uma história prévia. Por exemplo, as crianças começam a estudar aritmética na escola, mas muito antes elas tiveram alguma experiência com quantidades – elas tiveram que lidar com operações de divisão, adição, subtração e determinação de tamanho. Consequentemente, as crianças têm a sua própria aritmética pré-escolar (VYGOTSKY, 1989, p. 94-95).
Tenho comigo que o processo de ensino aprendizagem da Matemática deve ser bem trabalhado em sala de aula, para que futuramente os alunos não apresentem dificuldades graves, quanto a construção deficiente do pensamento lógico-abstrato, como no meu caso, que até hoje possuo dificuldades sérias, não conseguindo “desenvolver”/usar meu raciocínio lógico.
Mesmo não lecionando a disciplina de matemática com meus alunos, observo que as colegas tem em mente que o aluno é um mero expectador e não um sujeito partícipe, sendo como preocupação maior cumprir o cronograma.
Acredito que os conteúdos e a metodologia não se articulam com os objetivos de um ensino que sirva à inserção social dos alunos, ao desenvolvimento do seu potencial, de sua expressão e interação com o meio.
Por estes motivos, aposto na utilização de técnicas lúdicas: jogos, brinquedos e brincadeiras direcionadas pedagogicamente em sala de aula podem estimular os alunos a construção de pensamento lógico-matemático de forma significativa e a convivência social, pois o aluno, ao atuar em equipe, supera, pelo menos em parte, seu egocentrismo natural.
Os jogos pedagógicos, por exemplo, podem ser utilizados como estratégia didática antes da apresentação de um novo conteúdo matemático, com a finalidade de despertar o interesse da criança, ou no final, para reforçar a aprendizagem.
Um cuidado metodológico muito importante que o professor precisa ter, antes de trabalhar com jogos em sala de aula, é de testá-los, analisando suas próprias jogadas e refletindo sobre os possíveis erros; assim, terá condições de entender as eventuais dificuldades que os alunos poderão enfrentar. Tendo também um cuidado especial na hora de escolher jogos, que devem ser interessantes e desafiadores.
Deixo aqui registrado que esta maneira de trabalhar, com lúdico, jogos, brinquedos e brincadeiras é a forma que trabalho muitos conteúdos em Língua Portuguesa e acredito que na Matemática podemos fazer da mesma forma, utilizando de todos estes materiais e muitos outros recursos, como pude observar no texto objeto de leitura disponibilizado para leitura. Pois devemos sair da zona de conforto, questionando-nos, repensando maneiras simples e cotidianas de se trabalhar multiplicação e divisão, onde o aluno poderá fazer suas próprias descobertas.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

FOTOS E MEMÓRIAS


"Uma memória organizada por fotos se apresenta como possibilidade de aprendizagem ou indica possibilidade de manipulação?
Após as leituras propostas, concluo que uma memória organizada por fotos se apresenta como uma possibilidade de aprendizagem, e não como uma possibilidade de manipulação, até porque a fotografia pode ser, e é um de nossos comprovantes de memória docente quanto educadores, pois eu como educadora estou sempre fotografando minhas atividades, como modo de registro e lembrança.
Segundo os autores, no livro A Fotografia como Objeto e Recurso de Memória:    “ Fotografar significa congelar no tempo a nossa memória, atestar e perpetuar a nossa existência. Este é o mais popular e talvez o mais antigo uso da fotografia: parar no tempo e no espaço algo, que para nós tenha sido provavelmente importante ou simplesmente agradável, familiar, bonito, atraente.

(...) Fotografamos para ver depois, para sentir o que sentimos no instante da captura, sentir o próprio momento passado no presente.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

DIFERENTES FORMAS DE VIVENCIAR OS TEMPOS DE APRENDIZAGEM

A parir da leitura proposta, fica evidente que estabelecer a correspondência entre passado e presente passou a ser um dos objetivos da disciplina. Hoje não se concebe o estudo histórico sem que o professor apresente diferentes abordagens do mesmo tema, fato ou conceito, iniciativa importante para que o aluno perceba que, dependendo da visão e da intenção de quem conta a história tudo muda.
Durantes as aulas, é impossível apresentar todas as maneiras de ver a história, mas é fundamental mostrar que ela não é constituída de uma única vertente (e que, até mesmo dentro de uma delas, deve haver várias interpretações). Nós professores devemos favorecer o acesso a documentos, reportagens de jornais e revistas e a outras fontes. O contato com essa diversidade leva, o “aluno” a ter uma visão ampla e integrada da história. Além de textos, é recomendável que a turma consulte sites confiáveis, assista a filmes e documentários, visite museus, faça entrevistas, represente através de teatro o conteúdo estudado. Tudo com planejamento e registro para que seja possível fazer uma avaliação minuciosa do processo.

Nós como educadores devemos compreender que a sala de aula constitui um centro de pesquisa, e que nela não só se ensina como também se aprende. Devemos trazer novidades para a sala de aula, e procurar meios para conseguir fazer o passado, tão antigo, em objeto novo. Deve-se saber o perfil e o contexto social dos nossos alunos, para assim elaborar a aula de acordo com a realidade deles, fazendo o aluno sentir-se enquanto parte integrante de um processo histórico e criador de sua própria história.

TEMPO E ESPAÇO EM SALA DE AULA




Para o professor, na atualidade, o tempo de sala de aula deixa de ser aquele tempo de cumprir com as suas obrigações, de realizar atividades que se destinam a preencher a carga horária?
Sim ou não? Por quê?

Sim, porque a mudança na noção do tempo, que deixa de ser pensado de forma linear para ser considerado simultâneo, é uma das marcas da Atualidade que mais nos instiga. O tempo se dá pela concomitância dos acontecimentos e não mais por sua expansão para o futuro.

Nessa perspectiva, a escola deve constituir-se, portanto, de ambientes vivos com diferentes representações, sentidos e significados. Sua organização espaço/temporal deve considerar a pluralidade de vozes, de concepções, de experiências, de ritmos, de culturas, de interesses, etc. A escola, por seu currículo e por sua dinâmica, deve conter em si a expressão da convivialidade humana, em toda a sua complexidade.
Não se trata, pois, de abandonar a dimensão do tempo cronológico e dos espaços formais na organização da escola. Trata-se de reconhecer e considerar que cada sujeito tem seu ritmo próprio de aprendizagem e, portanto, um modo singular de pensamento, movimento e ação, e que essa aprendizagem só ganha sentido na relação que esse sujeito estabelece com o outro, com o conhecimento e com o mundo. À escola cabe o papel de integrar, por intermédio de sua dinâmica curricular e pedagógica, os tempos e os espaços individuais aos coletivos.
O desafio é constituirmos a escola num outro tempo, num tempo da Atualidade, onde o foco no presente nos faria viver cada momento como um acontecimento, sem pretensões de somar o número de aprendizagens para quantificá-la ao final do ano letivo, onde a vivência do processo educacional fosse prazerosa cotidianamente. A mudança que se requer é no como vivenciamos, os tempos de aprendizagem e pedagógico independentemente do tempo de permanência que temos, alunos e alunas, professores e professoras, na escola. “Um tempo para se pensar juntos, para decidir, coletivamente, o que fazer, como fazer, porque fazer [...] Um tempo [...], que podia ‘ser tempo de criação’ e não o que se vivia nos últimos anos [...] tempo de repetição” (SAMPAIO, 2002, p.190). Poderíamos assim, romper com os espaços repletos de confinamentos vividos na Modernidade. A escola não se preocuparia mais com quem está “dentro” ou “fora” dos padrões estabelecidos como normais.

A DIFERENÇA ENTRE O VER E O OLHAR


“ Só podemos ver quando aprendemos que algo não está à mostra e podemos sabê-lo. Portanto, para ver , é preciso pensar.Olhar está implicado ao sentido físico da visão. Costumamos, todavia, usar a expressão olhar para afirmar uma outra complexidade do ver. Quando chamo alguém para ver algo espero dele uma atenção estética, demorada e contemplativa, enquanto ao esperar que alguém olhe algo, a expectativa se dirige à visualização, ainda que curiosa, sem que se espere dele o aspecto contemplativo. Olhar é reto, ver é sinuoso. Olhar é sintético, ver é analítico. Olhar é imediato, ver é mediado. A imediaticidade do olhar torna-o um evento objetivo”. (Aprender a pensar é descobrir o ver Marcia Tiburi).

Baseado no trecho acima, venho relatar minha experiência pessoal como educadora, onde sei que em muitos momentos de minha vida como docente, principalmente no início, quando não tinha nenhuma experiência de como era uma sala de aula, e seus reais problemas, pude vivenciar experiências que atualmente digo que foram apenas falta de um “olhar”. Quando iniciei minhas atividades docentes eu apenas “via” meus alunos, assim como via uma pessoa/objeto “qualquer”, via rapidamente, até porque em uma sala de aula com 30 alunos, seria impossível ver um a um, via friamente, por cima, sem interesse, sem prestar e dar a devida atenção que alguns precisavam. Mas com o decorrer do tempo comecei a perceber que alguns se sobressaíam e outros nem tanto, então para estes com maiores “dificuldades”, eu não podia apenas vê-los, e sim “olhar” de um modo mais profundo, observador, reflexivo, humano, caloroso, e principalmente, saber o que acontecia consigo e com o mundo a sua volta.
E me veio a pergunta de quantas vezes em nosso dia a dia olhamos para nossos alunos, suas famílias e principalmente, nós mesmos??? Se estamos agindo da maneira correta ao ensinar nossos alunos???
E cheguei à conclusão, que devido a correria do dia a dia, as inúmeras tarefas, acabamos tendo pouco tempo para esta pausa/reflexão, acabando por “ver” muitas coisas, mas “olhar” para poucas.
Por isso, acredito que para desenvolvermos por completo nosso papel de educadores, precisamos muito mais que um conteúdo programático ou método de ensino a seguir, e sim “olhar” para nossos alunos, de tal modo que possamos perceber, existir, conviver, tolerar, enfim, colocar-se no lugar do outro, fazendo assim a diferença na vida do nosso aluno.