domingo, 2 de julho de 2017

ANÁLISE DOS PORTFÓLIOS DE APRENDIZAGEM

Iniciamos mais um semestre, é uma das propostas do Seminário Integrador V para este semestre é a análise dos Portfólios de Aprendizagens das colegas.
Nesta aula inicial discutimos a importância de visitarmos os Blogs das colegas, para conhecermos, termos ideias  para a elaboração do nosso Blog.
Foi onde surgiu alguns relatos, assim como o meu, que muitas vezes não visitamos/olhamos os blogs das colegas por medo de pensar que estamos copiando o que a colega faz no seu blog.
Foi onde o professor Credine nos mostrou e esclareceu o contrário,que esta visita é importante sim, para nossas aprendizagens, tanto que elaborou uma atividade em dupla neste semestre que teremos que fazer a análise do blog de uma colega.

" Independente dos diferentes conceitos e significações, os portfólios consistem
em coleções determinadas de atividades dos estudantes(DANIELSON;ABRUTYN,1997), demonstrando um conjunto de atividades com propósitos específicos, oportunizando ao professor e ao estudante refletirem a cerca de seus trabalhos."


DANIELSON, C; ABRUTYN, L. An introduction to using portfolios in the classroom. Alexandria, VA: ASCD, 1997. 


quarta-feira, 17 de maio de 2017

DIFERENÇAS ENTRE PROJETO DE APRENDIZAGEM, DE ENSINO E DE AÇÃO


Na disciplina de Seminário Integrador estudada no semestre anterior aprendemos a elaborar um Projeto de Aprendizagem, onde conhecemos as etapas que devemos desenvolver para a elaboração do PA. Agora a proposta é de desenvolvermos o que apendemos semestre passado com nossos alunos neste semestre na disciplina de Projeto Pedagógico em Ação.
A primeira etapa é a de identificação da questão de investigação, onde devemos fazer um levantamento com nossos alunos de um assunto que teriam interesse de estudar/pesquisar. Em seguida , vem a preparação e o planejamento, nesta segunda etapa, planeja-se o o desenvolvimento com as atividades principais, as estratégias, a coleta de material de pesquisa, a definição do tempo de duração do projeto e o fechamento. É aqui nesta fase que elaboramos os conhecimentos prévios sobre o tema(o que já sabemos), as dúvidas, questionamentos e curiosidades a respeito do tema(o que queremos saber). Por fim a execução ou desenvolvimento, onde ocorre a realização das atividades planejadas. A cada etapa obtemos informações para a construção do mapa conceitual e dos relatórios, onde chegaremos as nossas conclusões.
Quando se fala de projetos, supõe-se que eles podem ser um meio que nos ajude a repensar e a recriar a Escola. Entre outros motivos, pois, através deles tenta-se organizar a gestão do espaço, o tempo, a relação entre os docentes e os alunos e, principalmente porque permite redefinir o discurso sobre o conhecimento escolar. Hernandéz (2000) aponta que os projetos de trabalho supõem, nos debates e experiências, uma abordagem do ensino que procura redefinir a concepção e as práticas educativas e dar respostas às mudanças sociais, às mudanças experimentadas e não simplesmente readaptar uma proposta do passado e atualizá-la. 
PROJETO APRENDIZAGEM: O projeto aprendizagem é a re-significação do espaço escolar, tornando a sala de aula um ambiente dinâmico de interação, de  relações pedagógicas e de construção do conhecimento. É mais do que uma forma de organizar o conhecimento escolar, pois implica numa mudança da própria escola; implica, no desenvolvimento de um trabalho pedagógico cooperativo, compartilhado e de estudo de conteúdos para além do escolar, ou, seja, numa visão de globalização relacional, segundo Hernadez.
PROJETO DE AÇÃO: são as ações a serem tomadas após a coleta e análise de dados.
PROJETO DE ENSINO: o professor é o elemento principal do processo ensino aprendizagem. Nele o professor determina o que pode ser ensinado e pesquisado, com a intenção e função da promoção da aprendizagem, isto é, o cronograma pré determinado da escola.
HERNÁNDEZ, F. Cultura visual, mudança na educação e projetos de trabalho. Porto Alegre: ArtMed, 2000. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

PROFESSOR REFLEXIVO


O que significa ser um professor reflexivo?

Acredito que a prática reflexiva requer um constante policiamento da atitudes de nós professores, tanto dentro da sala de aula como fora, sendo necessário que o professor esteja sempre se questionando, fazendo-se pergunta como:De que modo estou trabalhando?Para quem trabalho?Qual finalidade de ensino da minha disciplina?Por que trabalho dessa forma?Alcanço os resultados almejados no meu trabalho?De que forma posso tornar mais eficaz minha prática?
Com isso, entendo que nós como profissionais nunca devemos nos sentir completamente satisfeitos com nosso trabalho e com nossas atitudes perante ele, para que dessa forma, possa estar sempre em busca de melhoras na nossa prática.
Para a escola, adaptar-se a esta história em transformação, cabe primeiro perguntar-se o que é transformar e o que quer transformar, pois toda mudança exige risco, aceitação e comprometimento com o novo, não podendo ser negado, apenas por ser novo e diferente para a prática que se aplica (FREIRE,1996). Transformar, então, é analisar e refletir suas metodologias e suas fases pedagógicas.

sábado, 15 de abril de 2017

SALA DE AULA INVERTIDA


Ao invés do método tradicional de ensino onde o professor expõe os conteúdos e os alunos ouvem e anotam explicações, para em seguida estudar e fazer exercícios.
Surge como alternativa, uma "nova" didática que vem sendo adotada de forma crescente em vários países, como uma das tendências da educação: a sala de aula invertida (FLIPPED CLASSROOM), onde o conteúdo e as instruções são estudadas online, através de materiais digitais, antes do aluno frequentar a sala de aula.
Após o estudo individual, os alunos vão para a escola, onde tiram suas dúvidas, debatem, trazem assuntos complementares e desenvolvem projetos e atividades em grupo. Na sala de aula invertida o foco é o estudante, não o professor.
E até que ponto a sala de aula invertida é mesmo inovação?Vygotsky (1896-1934), por exemplo, já destacava a importância do processo de interação social para o desenvolvimento da mente. E, sem ir tão longe, o próprio Paulo Freire era adepto de que o professor transformasse a classe num ambiente interativo, usando recursos com vídeos e televisão.

PROJETOS DE APRENDIZAGEM

Não há uma data exata que a metodologia tenha começado a ser usada, diz Jennifer Klein, consultora em educação global que capacita professores a usarem a aprendizagem baseada em projetos. Mas segundo a especialista, na década de 70 ou 80, mesmo sem ter sido batizada , muitas escolas já se utilizavam da lógica para educar as crianças e jovens. 
Muito do que se faz, inclusive, se apoia no pensamento de Paulo Freire, ferrenho defensor de que os alunos deveriam construir seu próprio conhecimento.
Quando falamos em "aprendizagem por projetos" estamos necessariamente nos referindo à formulação de questões pelo autor do projeto, pelo sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do princípio de que ele já pensava antes. 
Neste método em vez de serem estimulados por aulas tradicionais, os estudantes devem buscar respostas a questões complexas, muitas vezes multidisciplinares, e devem apresentar um produto final como resultado de suas pesquisas. Nesse meio tempo enquanto planejam, organizam e executam o projeto, eles se deparam na prática, com situações em que precisam trabalhar harmonicamente em grupo, lidar com opiniões, defender e criticar pontos de vista, assim como na vida.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ESPAÇO E FORMAS





Após as leituras disponibilizadas, cada vez mais conscientizo-me que educar não é somente ensinar para a criança ler, escrever e ter boas maneiras. A criança em si necessita também de conhecer e compreender o espaço em que vive. Para isso, o ensino de matemática desde cedo, é de grande importância para as crianças de educação, desde as operações, contagens, grandezas e medidas ao espaço e a forma. Pois é, a partir do ensino de geometria e a matemática que a criança constrói um modo particular de conceber o espaço por meio das suas percepções, das soluções que encontram par os problemas e o contato com a realidade. Assim, para trabalhar a matemática e a geometria devemos colocar e prática, desafios/tarefas que dizem respeito às relações habituais das crianças com o espaço em que elas vivem.
Um exemplo disso seria quando duas crianças, criança “A” e “B” estão brincando de bola de gude no pátio da escola. Criança “A” tem 2 bolas de gude e criança “B” 3. Quantas bolas de gude têm os dois juntos?
Essa situação pode estar acontecendo na hora do recreio, e a criança sem perceber, ao mesmo tempo em que brinca também aprende com situações vividas no dia a dia. Pois, o trabalho com matemática e a geometria pode partir da exploração de objetos e situações do cotidiano da criança. Devemos nós professores explorar nas brincadeiras, jogos e situações, o conhecimento matemático das crianças.

Cabe então, a nós educadores, instigar, questionar, auxiliar este processo de exploração e investigação dos objetos que se fazem necessários para o desenvolvimento das atividades propostas e para melhor compreensão dos conceitos matemáticos, pois, só assim acredito que alcançarão este entendimento da matemática. O que muitas vezes não acontece, pois talvez, não utilizamos dos diversos recursos que possuímos.

BRINCANDO COM A MATEMÁTICA




A matemática é fundamental em nossas vidas e, se não trabalhada desde cedo de forma agradável/divertida, pode ser a causa de grande parte de repetentes no futuro, pois ao iniciar sua vida escolar, a criança inicia o processo de alfabetização, não só na língua materna como também na linguagem Matemática, construindo o seu conhecimento segundo as diferentes etapas de desenvolvimento cognitivo.
[...] o aprendizado das crianças começa muito antes delas frequentarem a escola. Qualquer situação de aprendizado com a qual a criança se defronta na escola tem sempre uma história prévia. Por exemplo, as crianças começam a estudar aritmética na escola, mas muito antes elas tiveram alguma experiência com quantidades – elas tiveram que lidar com operações de divisão, adição, subtração e determinação de tamanho. Consequentemente, as crianças têm a sua própria aritmética pré-escolar (VYGOTSKY, 1989, p. 94-95).
Tenho comigo que o processo de ensino aprendizagem da Matemática deve ser bem trabalhado em sala de aula, para que futuramente os alunos não apresentem dificuldades graves, quanto a construção deficiente do pensamento lógico-abstrato, como no meu caso, que até hoje possuo dificuldades sérias, não conseguindo “desenvolver”/usar meu raciocínio lógico.
Mesmo não lecionando a disciplina de matemática com meus alunos, observo que as colegas tem em mente que o aluno é um mero expectador e não um sujeito partícipe, sendo como preocupação maior cumprir o cronograma.
Acredito que os conteúdos e a metodologia não se articulam com os objetivos de um ensino que sirva à inserção social dos alunos, ao desenvolvimento do seu potencial, de sua expressão e interação com o meio.
Por estes motivos, aposto na utilização de técnicas lúdicas: jogos, brinquedos e brincadeiras direcionadas pedagogicamente em sala de aula podem estimular os alunos a construção de pensamento lógico-matemático de forma significativa e a convivência social, pois o aluno, ao atuar em equipe, supera, pelo menos em parte, seu egocentrismo natural.
Os jogos pedagógicos, por exemplo, podem ser utilizados como estratégia didática antes da apresentação de um novo conteúdo matemático, com a finalidade de despertar o interesse da criança, ou no final, para reforçar a aprendizagem.
Um cuidado metodológico muito importante que o professor precisa ter, antes de trabalhar com jogos em sala de aula, é de testá-los, analisando suas próprias jogadas e refletindo sobre os possíveis erros; assim, terá condições de entender as eventuais dificuldades que os alunos poderão enfrentar. Tendo também um cuidado especial na hora de escolher jogos, que devem ser interessantes e desafiadores.
Deixo aqui registrado que esta maneira de trabalhar, com lúdico, jogos, brinquedos e brincadeiras é a forma que trabalho muitos conteúdos em Língua Portuguesa e acredito que na Matemática podemos fazer da mesma forma, utilizando de todos estes materiais e muitos outros recursos, como pude observar no texto objeto de leitura disponibilizado para leitura. Pois devemos sair da zona de conforto, questionando-nos, repensando maneiras simples e cotidianas de se trabalhar multiplicação e divisão, onde o aluno poderá fazer suas próprias descobertas.