sábado, 9 de fevereiro de 2019

Releitura da postagem "BRINCAR É IMPORTANTE?POR QUÊ?

Releitura da postagem"BRINCAR É IMPORTANTE POR QUE?", publicada em 25 de julho de 2016, disponível no link
<https://kelenoliveira2015.blogspot.com/2016/07/brincar-e-importante-por-que_25.html>.

Tenho que admitir que  só depois de cursar a Interdisciplina de Ludicidade e Educação, é que pude perceber e entender o quão é importante, o brincar e o lúdico no processo de ensino/aprendizagem.

“Quando brinca, a criança prepara-se a vida, pois é através de sua atividade lúdica que ela vai tendo contato com o mundo físico e social, bem como vai compreendendo como são e como funcionam as coisas.” Assim, destacamos que quando a criança brinca, parece mais madura, pois entra, mesmo que de forma simbólica, no mundo adulto que cada vez se abre para que ela lide com as diversas situações.” Zanluchi (2005, p. 89)

Para Jean Piaget, a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Esta não é apenas uma forma de desafogo para gastar energia, mas um meio que contribui e enriquece o desenvolvimento intelectual.

Por isso, hoje consigo entender que brincar é importante por vários motivos....porque é bom, é gostoso e prazeroso, traz felicidade, além da criança aprender e desenvolver-se sob vários aspectos como: cognitivos, psicológicos, sociais, motores, etc....brincando, sem medo de errar, exercitando suas potencialidades, adquirindo conhecimentos e aprendendo a conviver e socializar o mundo a sua volta, seus limites, pois cada brincadeira traz um tipo de enriquecimento para a criança.

Após os estudos/leituras propostos, e as atividades concretas utilizadas em sala de aula (jogos da velha, stop, detevive...),hoje consigo enxergar o lúdico com outros olhos, pois  acredito que o lúdico enquanto recurso pedagógico na aprendizagem deve ser encarado de uma forma séria, competente e responsável, e não uma forma de passa tempo como para muitos, ou perda de tempo, pois se usado de maneira correta, poderá oportunizar ao educador e ao educando importantes momentos de aprendizagens, trocas, experiências em múltiplos aspectos.                  
REFERÊNCIAS:

<http://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-importancia-brincar-na-educacao-infantil.htm>.

<https://ciabrink.com.br/2017/07/19/a-importancia-do-brincar-na-infancia.htm>.




Releitura da postagem "O LÚDICO NO PROCESSO ENSINO/APRENDIZAGEM"

Releitura da postagem"O LÚDICO NO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM", publicada em 12 de junho de 2016, disponível no link
<https://kelenoliveira2015.blogspot.com/2016/06/o-ludico-no-processo-ensinoaprrendizagem.html>.

A partir da minha experiência como educadora, até cursar Pedagogia  e ampliar meus conhecimentos e aprendizagens, entendia que o processo de alfabetização de crianças em ambiente escolar se dava por aulas com caráter simultâneo, onde o aluno fica sentado escutando o que o professor falar.
Hoje vejo que não funciona desta maneira, pois o desafio de prender a atenção do aluno que vive rodeado pela mídia e variedades de recursos tecnológicos, sem perder o foco, que é  a aprendizagem, exige do professor uma profunda reflexão sobre sua prática. 
Visto que, vive-se atualmente um contexto, onde o aluno não aceita mais esta aula em que o professor fala e ele escuta.
Por esse motivo e das outras muitas dificuldades encontradas em relação ao processo de ensino/aprendizagem em sala de aula, tenho procurado aprimorar minhas práticas/didáticas pedagógicas, através de atividades diferenciadas, que levem meus alunos a despertar o gosto pelas aulas. 
Penso que o processo de alfabetização de crianças deva ser realizado com prazer e construção, e que a estratégia lúdica vem se mostrando como uma importante ferramente para o desenvolvimento infantil.
Por meio de uma aula lúdica, o aluno é estimulado a desenvolver sua criatividade e não a produtividade, sendo sujeito do processo pedagógico. Por meio da brincadeira o aluno desperta o desejo do saber, a vontade de participar e a alegria da conquista. Quando a criança percebe que existe uma sistematização na proposta de uma atividade dinâmica e lúdica, a brincadeira passa a ser interessante e a concentração do aluno fica maior, assimilando os conteúdos com mais facilidades e naturalidade. (KISHIMOTO, 1994).

Para Piaget, os jogos são atividades que facilitam a trajetória interna da construção da inteligência e dos afetos, no instante em que se detiverem a seguinte indagação: “como o conhecimento é obtido, ou seja, como é construída a habilidade do conhecer?”. O mesmo ainda salienta que a atividade lúdica só poderá trazer a sensação de experiência plena para o todo do aluno quando da participação do mesmo, e como mais um recurso para a busca de um desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo.
Por esse motivo, acredito que nós educadores devemos ser mediadores e considerar as necessidades de nossos alunos, a bagagem de conhecimento, as vivências que cada um traz para o ambiente escolar, utilizando o lúdico como uma atividade complementar à “atividade pedagógica”, e não apenas como um momento de entretenimento, de distração para as crianças no recreio e, portanto, de “descanso” para os docentes.

REFERÊNCIAS:

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1994.
PIAGET, Jean. Psicologia e pedagogia. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1976.


Releitura da postagem " TRABALHANDO AS DIFERENÇAS ÉTNICOS RACIAIS"

Releitura da postagem "TRABALHANDO AS DIFERENÇAS ÉTNICOS RACIAIS", publicada em 15 de maio de 2016, disponível no link <https://kelenoliveira2015.blogspot.com/2016/05/trabalhando-as-diferencas-etnicos.html>.


Após as aulas de Literatura Infanto Juvenil e Linguagem, e principalmente após as atividades desenvolvidas, pude entender a importância de trabalhar as diferenças étnicos raciais em sala de aula, não só pelo preconceito que ainda existe em relação aos negros, mas por entender que a escola é um local privilegiado para a transmissão de conhecimentos que vieram das gerações anteriores, dos antepassados, e conhecer e estudar sobre a Cultura Africana talvez tire de "nós" a imagem distorcida e pejorativa em relação a África e sua cultura, onde achamos que lá só exite miséria, fome, doenças, guerras e atraso.

“Essa revisão histórica do nosso passado e o estudo da participação da população negra brasileira no presente”, sugere Gomes (2008, p. 72), “poderão contribuir também na superação de preconceitos arraigados em nosso imaginário social e que tendem a tratar a cultura negra e africana como exóticas e/ou fadadas ao sofrimento e à miséria”. Em outras palavras, a sociedade se beneficiaria em muitos sentidos: tanto pedagógicos, no tocante a uma visão mais afirmativa da diversidade étnico-racial, quanto políticos, na problematização das relações de poder que marcam os diferentes segmentos da população.

REFERÊNCIAS:

GOMES, Nilma Lino. A Questão Racial na Escola: desafios colocados pela implementação da Lei 10.639/2003. In. MOREIRA, Antônio Flávio; CANDAU, Vera Maria (Orgs.) Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008  

Releitura da postagem "AS CRIANÇAS PENSAM SOBRE A ESCRITA E CONSTROEM HIPÓTESES"

Releitura da postagem " AS CRIANÇAS PENSAM SOBRE A ESCRITA E CONSTROEM HIPÓTESES", publicada em 27 de novembro de 2015, disponível no link <https://kelenoliveira2015.blogspot.com/2015/11/as-criancas-pensam-sobre-escrita-e.html>.
Nesta postagem comecei a aprender e entender o quão é importante o processo de alfabetização de uma criança, de como ainda tinha um longo caminho a percorrer, de como precisamos repensar/reciclar sempre nossa didática pedagógica.
Nesta aula a proposta foi que escolhêssemos duas crianças em fases diferentes de construção de escrita (2 a 8 anos) e propuséssemos a escrita de palavras. 
Agora entendo que as crianças constroem diferentes ideias sobre a escrita, resolvem problemas e elaboram seus conceitos, segundo Ana Teberosky, o desenvolvimento ocorre por reconstruções de conhecimentos anteriores, dando lugar a novos conceitos. Apontam que os pequenos já começaram a pensar sobre a escrita antes mesmo de ingressar na escola e que não dependem da autorização do professor para iniciar esse processo. 
Atualmente, depois destes semestres de estudos e conhecimentos adquiridos, e principalmente, da experiência do estágio, vejo que é muito importante antes de iniciar "algo" com meu aluno, diagnosticar o que ele sabe, quais hipóteses têm sobre a língua escrita e qual o caminho que vão percorrer até compreender o sistema e estar alfabetizados.Todo esse processo de sondagem no aluno, permite a nós professores organizar intervenções, aulas, planejamentos adequados á diversidade de saberes da turma.
Hoje, acredito que o maior desafio de nós educadores é propor atividades que não sejam enfadonhas, ou tão fáceis a ponto de não darem nada a aprender, nem tão difíceis que se torne impossível os alunos realizá-las. 

REFERÊNCIAS:

TEBEROSKY, Ana e Teresa Colomer: Aprender a Ler e Escrever uma Proposta Construtivista. Ed. Artmed. Ano:2003



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Releitura da postagem "EDUCAR UMA INFÂNCIA PÓS-MODERNA"


Releitura da postagem " LEITURA DE MUNDO DAS CRIANÇAS RELACIONADO COM O MUNDO DA ESCRITA ", publicada em 28 de novembro de 2015, disponível no link <https://kelenoliveira2015.blogspot.com/2015/11/educar-uma-infancia-pos-moderna.html >.
Nesta postagem a proposta era elaborar um texto reflexivo e crítico sobre “Educar Uma Infância Pós-Moderna”. Onde enfatizo, após a leitura dos textos, que atualmente a TV é um meio de comunicação social, ou de uma linguagem audiovisual específica ou ainda na condição de simples eletrodoméstico usado por nós, que tem uma participação decisiva na formação de pessoas, mais enfaticamente, na própria constituição do sujeito contemporâneo, ou seja, cultura atual.
            Por isto, a mídia televisiva é um meio que atinge ativamente na constituição social, da política e da cultura, sendo consequentemente, um destacado objeto de pesquisa, do qual a educação deve se aproximar e com o qual deve interagir.
            Por consequência, presumo que a escola (ambiente escolar) precisa interagir com urgência com os meios de comunicação midiáticos, e destacar essa interação como um ser importante no campo de estudo, em uma época onde os meios tecnológicos interferem diretamente nos processos de informação, de aprendizagem, de socialização e de construção de identidades.
            Diante desta importância, as tecnologias devem adquirir cada vez mais relevância também no cenário educativo, de modo acompanhar esse novo paradigma social, considerando não apenas a formação profissional ou a modernização das instituições escolares, mas também as mudanças no modelo pedagógico, nas concepções de educação, na relação entre educador e educando, no desenvolvimento de indivíduos participativos, que devem adquirir senso crítico e habilidades para integrar-se ao mundo em constante evolução. O uso das tecnologias deve ocorrer integrado com a concepção de um projeto curricular voltado para o desenvolvimento da capacidade de pensar e aprender com as tecnologias, já que estas estão inerentemente ligadas ao nosso cotidiano, principalmente dos alunos.
            E a cada semestre, tive “mais” certeza desta necessidade de aprender a interagir com estes meios tecnológicos, visto que, eu necessitava saber para aplicar nas minhas atividades da faculdade e no meu fazer pedagógico, pois, atualmente acredito ser necessário uma conexão positiva entre os meios de mídia e a educação, para que as áreas de educação e de comunicação possam trabalhar/contribuir de forma positiva e construtiva para o crescimento e desenvolvimento do caráter e personalidade do aluno, e consequentemente, "futuro cidadão", superando o distanciamento hoje existente e que não cabe mais em um contexto contemporâneo tão complexo e marcado pela tecnologia da informação. Nós professores precisamos nos adaptar a essas novas tecnologias e inovar, adaptar nossos conceitos, maneiras, fazer pedagógico e modos de interagir com nossos alunos "pós-modernos".

Releitura da postagem "LEITURA DO MUNDO DAS CRIANÇAS RELACIONADO COM O MUNDO DA ESCRITA"



 
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Releitura da postagem " LEITURA DE MUNDO DAS CRIANÇAS RELACIONADO COM O MUNDO DA ESCRITA ", publicada em 27 de novembro de 2015, disponível no link < http://kelenoliveira2015.blogspot.com/2015/11/leitura-de-mundo-das-criancas.html>.
Com a leitura dos textos propostos, chego à conclusão que o processo de alfabetização é a construção do conhecimento que tem início muito cedo, e constata-se isso no dia a dia de cada indivíduo, pois desde cedo convive com diferentes informações produzidas e interpretadas pelos adultos, nos mais variados contextos, ou seja, vê letreiros, cartazes, jornais, revistas, televisão, placas, etc. Contudo, a criança não nos pede permissão para aprender, chegando muitas vezes na escola já sabendo muitas coisas, lhe faltando apenas o "reconhecimento.
A partir destes conhecimentos adquiridos, como educadora, de ora em diante, antes de começar um trabalho com o aluno, primeiramente faço um “estudo”/análise/busca, do seu contexto de vida, para depois, ver qual o melhor “método de ensino” que trabalharei com este aluno. Pois, o método muitas vezes(nem sempre) será o mesmo, mas cada aluno terá o seu tempo para aprender.
E aqui, faço um link com meus alunos da EJA, que não são crianças, e sim jovens e adultos, mas que também, é preciso fazer um levantamento, pesquisa, busca dos seus contextos de vida, para assim iniciar um trabalho. Por esse motivo, ser educador dessa modalidade, acaba se tornando um grande desafio, pois em muitos casos a metodologia aplicada não é compatível, com as reais necessidades desses educandos.
Portanto, resta-nos uma certeza: no processo de escolarização de jovens e adultos analfabetos, aprender a ler e a escrever ultrapassa o processo estrito de alfabetização; trata-se de uma aprendizagem permanente da totalização desses sujeitos, que instaura o mundo em que se humanizam, humanizando-o. Em outras palavras:
[...] é a consciência reflexiva da cultura, a reconstrução crítica do mundo humano, a abertura de novos caminhos, o projeto histórico de um mundo comum, a bravura de dizer a sua palavra. (FREIRE, 2008, p. 12)
E esse processo não tem limites.

REFERÊNCIAS: 

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 47. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008. 

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022013000200011>.

domingo, 1 de julho de 2018

AVALIAÇÃO

         Nos últimos anos, a avaliação tem se tornado um instrumento de grande importância na prática docente. Nota-se que poucos a utilizam como forma de ajudar o desenvolvimento da aprendizagem do aluno, averiguar os pontos fortes e fracos, observar se realmente os objetivos propostos estão sendo alcançados. Por outro lado, têm-na como forma de punição, autoritarismo, retenção, vingança, instrumento de poder, medida e controle.
            Segundo Luckesi (2001, p. 174), a avaliação da aprendizagem na escola tem dois objetivos: auxiliar o aluno no seu processo de desenvolvimento pessoal, a partir do processo ensino-aprendizagem e prestar informações à sociedade acerca da qualidade do trabalho educativo realizado. Em uma perspectiva mais ampla, alguns especialistas sugerem a reflexão do papel do professor, em especial da sua habilidade docente, de modo a garantir indícios de uma avaliação significativa, além de garantir a gestão dos ciclos de aprendizagem e sua retroalimentação.
Avaliação “classificatória” e “mediadora”
            A avaliação classificatória avalia todos os alunos de uma mesma forma, igualmente, com se todos os envolvidos no processo pensassem e se comportassem da mesma maneira, não levando em consideração o desenvolvimento integral do aluno ou suas demais habilidades. Este tipo de avaliação leva a fragmentação da aprendizagem, não faz uma inter-relação entre conteúdos ou disciplinas, e nem demonstra o trabalho do professor. Já a avaliação mediadora, prioriza todo o processo, pois é um dos elementos de ensino e aprendizagem, por isso é realizada de forma integrada e coerente com o processo como um todo. Respeitando o tempo de cada um, o professor assume a responsabilidade junto com o educando e a união dos dois fortalece o desenvolvimento do aluno.
Papel reducionista da avaliação
            A avaliação assume papel reducionista quando acontece em momentos programados do ano letivo, como se fosse um episódio a parte, não fosse uma continuidade de todo o processo escolar. Sendo assim, fica reduzida a momentos pré-estabelecidos sem fazer qualquer conexão como o processo educativo. Outro ponto é levar em consideração somente aquilo que o aluno memorizou, ou seja, uma simples transmissão daquilo que decorou para o papel, sem demonstrar ter criado algo novo ou desenvolvido uma aprendizagem significativa. Também a utilização de um só instrumento de avaliação, aplicar apenas provas, empobrecendo o processo e sendo impossível ter uma visão clara sobre o quanto o aluno aprendeu. Por fim quando esta avaliação é feita como o final de uma etapa, visando classificar este aluno, sem levar em conta o caminho percorrido até ali. Sendo assim a avaliação não causa crescimento, nem aprendizagem nos alunos, pois não considera os resultados paralelos.
Visão unilateral da avaliação
            A escola promove a visão unilateral da avaliação, de forma que apenas um dos pólos seja avaliado por todos - o aluno. Primeiro, o aspecto físico-dimensional e organizacional da sala de aula, onde um grande número de alunos está em fila, de costas um para o outro, o professor à frente como figura central. Estabelecem uma rotina de tarefas e provas desvinculadas do processo de construção do conhecimento, descaracterizando assim a avaliação. Após as avaliações bimestrais o professor, no cumprimento das exigências da escola, dar no final do bimestre uma nota ao aluno. A partir daí, continua sua tarefa de “dar a matéria”, apenas para classificar, aprovar ou reprovar, bem oferecer a suposta recuperação de aprendizagem do aluno.
            Refletindo, ainda, sobre as práticas avaliativas e sua repercussão na esfera social, podemos constatar que a avaliação classificatória serve a ideologia dominante que discrimina e seleciona os mais aptos a participarem de uma sociedade excludente e ditatorial (capitalista), não inclusiva e participativa como prevê a avaliação emancipadora ou mediadora do processo de desenvolvimento do educando.
            É preciso repensar os fundamentos, os princípios, os valores e as ideologias em que se apoiam o processo pedagógico avaliativo na perspectiva de sua superação. Para tanto é preciso compreender, como diz Sousa (org.) apud Garcia (1991, p.46): A avaliação só tem sentido se tiver como ponto de partida e ponto de chegada o processo pedagógico para que, identificadas as causas do sucesso ou do fracasso, sejam estabelecidas estratégias de enfrentamento.
A postura ética do professor frente à avaliação
            O professor deve se comportar com um orientador, levando sempre em conta que o aluno está em processo de aprendizagem e que ele precisa construir com seu aluno o caminho a ser seguido e auxiliá-lo sempre que possível nesse processo. O professor deve estar em constante avaliação, ela deve se fazer presente durante todo o processo e não somente no final. A aprendizagem envolve muitos aspectos, desde os cognitivos até mesmo afetivos, familiares que influenciam diretamente na aprendizagem.
            A avaliação deverá ser assumida como um instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vista tomar decisões suficientes e satisfatórias para que possa avançar no seu processo de aprendizagem. (LUCKESI, 2002, p.81)

REFERÊNCIAS:
FERREIRA, Lucinete. O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar. In:_____. Retratos da avaliação: conflitos, desvirtuamentos e caminhos para a superação. Porto Alegre: Mediação, 2002. p.39-61. 
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 4. ed. São Paulo : Cortez, 2002.
SOUSA, C. P. de. (Org.) Avaliação do rendimento escolar. Campinas: Papirus,1991.